quinta-feira, dezembro 03, 2009

sábado, novembro 28, 2009

Vaguear pela saudade...

Hoje voltei a um sítio que prometi nunca mais voltar. Continuamente faço promessas impossíveis de cumprir, porque jamais se deixa de sentir para sempre. Prometer e não se cumprir não é uma fragilidade, na maioria das vezes é a prova da verdade. Aquela que nunca iremos conseguir derrubar. São as saudades que nos agarram a um chão. A diferença entre viver no tronco ou copa da árvore...

o tempo lavará tudo como sempre, é o que espero...


O medo que tinha era verdadeiro, naquele lugar, a dois, fiquei eu e a escrita no teu lugar.

segunda-feira, novembro 23, 2009

Escorrega da Lego...home made!



















Uma noite de brincadeira chega e sobra para inventar coisas estúpidas com lego!
Estava eu a brincar com a minha sobrinha quando disse: vamos construir uma casa de lego!
Ok, quando disse uma casa não era bem uma casa, talvez fosse um escorrega!
E foi assim que começou, um escorrega para lançar bonecos! A construção terá atingido os 60 cm de altura a brincar e a ideia era fazer com que o boneco lançado fosse percorrendo os sucessivos túneis e passar pela porta no fim! Em muitos lançamentos apenas um conseguiu sair disparado pela porta, mas o que interessou aqui foram os momentos de diversão passados num tapete da sala!
Obrigado R. e G. pelos Legos e obrigado M. pela ajuda na construção! Quem brincou no fundo fui eu!! :)

...um café em lisboa...

...finalmente...

quarta-feira, novembro 18, 2009

segunda-feira, novembro 02, 2009

A festa...

O início...

Tudo começou numa conversa num almoço...e se eu fizesse uma festa de aniversário?
Rapidamente tudo se começou a desenhar, ainda faltavam 2 semanas para o dia, porém todos os dias pensava: faço, não faço...
Nunca fui muito festivo mas arrependo-me sempre quando deixo passar as oportunidades e desta vez não falhei, agarrei-me a uma vontade bastante forte de me divertir, sentir que precisava de reunir os meus amigos e fazer também uma apresentação da minha nova casa.
Claro que já muitos deles conheciam mas...what the hell, I´m going to PArty Hard this time.
Quando se pensa fazer uma Festa com algumas pessoas a noção da logística torna-se num factor bastante decisivo para que não seja um desastre completo! Pensei num limite máximo de 20 pessoas e desatei a espalhar mensagens nos telemóveis. Olhando para a minha casa, que tem uns meros 55m2, começei a fazer contas de dividir...Ora, quantos m2 para cada pessoa? Sendo que alguns deles não seriam muito úteis, a título de exemplo, a casa de banho, a entrada, o meu quarto! tirando estes elementos ficaria com cerca de 40 m2, ou seja, 2 m2 por pessoa! Não é muito, mas tendo em conta que numa qualquer discoteca cabem 5 pessoas num metro quadrado portanto aqui estaríamos "à larga"!!! Está decidido, agora não há volta atrás...

Os convites...

Os convites começaram a ser feitos uma semana e meia antes até ao próprio dia!
Como bom Português o efeito surpresa do deixar para o dia seguinte é sempre mais apelativo...
Houve alguns convites, convites simbólicos de amigos que estão fora do país, um auto-convite e a consequente escapadela: Sms-Afinal-não-vai-haver-festa-obrigado-a-todos, como resposta à tentativa de intromissão. Não foi bonito mas o auto-convite menos bonito foi.
Não tive todas as pessoas que gostaria de ter ao meu lado, mas sabia que não era uma escolha delas, por isso não fiquei tão triste.

A preparação...

A preparação começou de uma forma até bastante organizada não fosse ter a ajuda da minha irmã. Tinha que estar no sábado bem antes das 9:00 para tomarmos o pequeno almoço e ir Às compras mal o supermercado abrisse! E assim foi, como planeado! Assim que entrámos a minha irmã pergunta-me: Trouxeste a tua lista não trouxeste? e eu, - Lista, qual lista?
A DAS COMPRAS!!!!! - e eu... - Ups...hiihi Como é óbvio eu tinha mais ou menos tudo na cabeça...mais ou menos! A minha irmã tinha tudo planeado numa folha de papel de quem vai ao supermercado sem enganos! Irra que até a fazer compras é organizada!
Comprámos tudo o que era preciso e lá fomos para casa, mais propriamente para a cozinha fazer tartes, bolos e as entradas! Eu era o ajudante que ninguém quer ter, a primeira tarefa. Tirar uma 123 da dispensa! Eu abri o armário e só vi maquinetas por tudo o lado, sabia lá eu qual delas era a 123!?? Pode até ser muito óbvio mas para mim é o mesmo que falar tibetano. no comprendo!!
Depois chegou a vez de bater as claras e, claro que, para ver se já estava tudo firme como uma rocha, levantei a batedeira sem desligar...Escusado será dizer o estado da cozinha...
A seguir, bem, a seguir a minha irmã já estava com pouca paciência para os meus disparates mas ainda assim confiou-me uma tarefa simples, derreter uma tablete de chocolate de culinária!
Ok, ora aí está uma tarefa que sei fazer perfeitamente, achava eu...mexi, mexi e remexi e quando estava derretido a minha irmã vira-se e diz: já puseste leite não já? E eu: Leite...? Ups...
O Chocolate já estava a colar nas paredes do tacho e o cheiro começava a parecer a chocolate queimado! A partir daí acho que não fiz mais nada... Eu tinha avisado e quem me conhece sabe que partilhar tarefas não é a minha especialidade, ainda por cima a fazer bolos de receitas que nunca vi na vida! Mas no fim tudo correu fantasticamente e as tartes ficaram perfeitas!
Foi tudo para o frigorífico e eu fui tratar de outras coisas, como tratar de arrumar a minha casa que mais parecia Timor-Leste em tempo de Guerra. Fui a correr e com a minha grande ajuda lá pusémos tudo no devido lugar e arrumadinho. Devo dizer que foi uma preciosa ajuda sem a qual nada teria conseguido! Ainda com a casa em arrumações dei um pulo ao ikea com os objectivos bem definidos. Ir ao Ikea no sábado e como o tempo contado é o mesmo que ir a um mercado na china às 8:00! Uma peixarada desgraçada cheio de pessoas a passear e a ver as vistas. Que terror!! Mas tinha que ser. Objectivo: Uma mesa preta, dois jarros para bebidas, guardanapos de cor, duas saladeiras, duas molduras e um abre caricas extra, caso um não chegasse! Uff, consegui comprar tudo e trouxe tudo debaixo do braço, era um peso bruto mas lá consegui trazer, mesa e tudo!
Cheguei a casa e começei a montar a mesa, Uff tinha 30 minutos para a montá-la, tomar um duche, vestir-me e ir a correr para casa da minha irmã buscar as ditas tartes feitas de manhã! Pronto já está, o facto de ter montado uma mesa idêntica no passado levou-me a montar esta em tempo recorde! Foi um milagre ter montado tudo devidamente e lá parti eu em busca das tartes.
Meti-me no carro e já faltavam 30 minutos para as 18:00. Eu tinha combinado com as pessoas a partir das 18:00, também era essa a hora que o meu pai trazia a comida já feita previamente num restaurante, tudo encomendado com antecedência! Porém não foi fácil, trazer as tartes no carro foi uma aventura e não sei como é que tudo não resvalou. Como é sabido os meus dotes de condutor variam entre o colin Mcrae e o sr do 1º andar como 82 anos que vê mal e tem alzheimer. A coisa não foi fácil mas chegou tudo em quase perfeitas condições...
Em casa já tinha o meu pai à espera como uma caixa térmica ENORME, com comida para um batalhão esfomeado! Mal cheguei fui logo ajudá-lo, foi estacionar o carro, sair e levar a caixa.
Ok, como é sabido tenho dois elevadores mas são tão pequenos que mesmo juntos seriam miseráveis! Foi então que tentámos lá pôr a caixa mas em vão...foram 5 andares a subir como a caixa na mão. Ao segundo piso o meu pai já deitava os bofes de fora então encarreguei-me de levar sozinho, se já tinha ido ao ikea ao um sábado e tinha sobrevivido o que era aquilo para mim? Peanuts!
Lá fui destemido sem arranhar as mãos na parede nem suar muito! chegados lá a cima e a tarefa da logística tinha finalmente acabado! Tempo de descansar e ir para a janela...
Passaram 30 minutos a arejar e eis que a olhar pela janela cá para baixo vejo um carro com a porta aberta. Mas que raio. Não está ninguém perto do carro e a porta escancarada, que imbecil é que deix....CARAMBA! NãO POSSO CRER. é o meu carro!!! Desatei a correr para o elevador. Quando cheguei lá abaixo estava tudo no sítio. Uff, que descanso...parecia terem acabado as emoções mas não. Lá subi outra vez. Então a partir das 19:00 começaram a chegar os meus amigos!

A festa...

to be continued...

domingo, outubro 25, 2009

No teu deserto...

Desculpa lá Miguel mas vou ter que transcrever...

...Hoje já ninguém vai ao nosso deserto (...) A razão principal é que já não há muita gente que tenha tempo a perder com o deserto. Não sabem para que serve e, quando me perguntam o que há lá e eu repondo "nada", eles riscam mentalmente essa viagem dos seus projectos. Viajam antes em massa para onde toda a gente vai e todos se encontram. As coisas mudaram muito, C.! Todos têm terror do silêncio e da solidão e vivem a bombardear-se de telefonemas, mensagens escritas, mails e contactos no Facebook e nas redes sociais da net, onde se oferecem como amigos a quem nunca viram na vida. Em vez do silêncio, falam sem cessar; em vez de se encontrarem, contactam-se, para não perder tempo; em vez de se descobrirem, expõem-se logo por inteiro; fotografias deles e dos filhos, das férias na neve e das festas de amigos em casa, a biografia das suas vidas, com amores antigos e actuais. E todos são bonitos, jovens, divertidos, "leves" disponíveis, sensíveis e interessantes. E por isso é que vivem esta estranha vida: porque, muito embora julguem poder ter o mundo aos pés, não aguentam nem um dia de solidão. Eis porque já não há ninguém para atravessar o deserto. Ninguém capaz de enfrentar toda a aquela solidão. (...)

Annie Hall...

Deve haver algum terapeuta conjugal ou psicanalista a receitar filmes do Woody Allen a muitas pessoas. É um recital comportamental a par com Manhattan e outros.
Ontem revi o Annie Hall no canal Hollywood, melhor, ontem vi a sério o Annie Hall, vi com olhos de ver, ou melhor ainda, com um estado emocional para o interpretar convenientemente. As razões pelas quais eu adoro ver um filme do Woody são as mesmas da angústia/percepção de uma vida, está repleta de adversidades e volte-faces romantescos que implicam muitas vezes a sanidade mental de uma das pessoas, por vezes das duas, fazendo lembrar-nos que numa relação há sempre alguém que ama mais do que o outro, como uma caneta bic virada de ponta para baixo, tem demasiados lados para se precipitar e nenhum para se equilibrar. Talvez por isso exista uma referência no filme aos amores ignorantes, quando interpela um casal na rua absolutamente oco de ideias mas que se relaciona sem complicações, diria mesmo que é um marcador, de tampa fechada, achatada, mas que se equilibra perfeitamente em qualquer superfície. Não se abre para escrever mas também não cai.
A personagem é manienta, neurótica e polarizadora, incapaz de perceber a sua frustação social detém nas suas razões a cultura e a dinâmica no conhecimento, acinzentando-se. A outra personagem pela Diane Keaton, é totalmente voadora e precisa de ver elementos novos na sua vida como sinal de mudança e de progressão vivencial, é daquelas pessoas que traz uma folha do género de Supermercado com aquilo que tem que levar para casa para não se esquecer de nada, uma espécie de "Bucket List" de experiências que nos tornarão prontos no fim do ciclo da vida, género : " i´ve been there, done that. Next..." ; porém muitas vezes não há "Next", muitas vezes são essas as pessoas do mundo novo a fazerem-nos:

"Next!"

sábado, outubro 17, 2009

Alone...?



"Alone"


It's been a long day at the bottom of the hill,
she died of a broken heart.
She told me i was living in the past,
drinking from a broken glass.

[Chorus]
I'm alone (I never wanna be alone),
now i (now i) turn to face the cold.
I'm alone (I never wanna be alone),
now i (now i) turn to travel home.

I walked down to the other end of the day,
just to catch those last few waves.
I held out my hand and slowly waved goodbye,
i turned now my eyes up to the sky.

[Chorus]
I'm alone (I never wanna be alone),
now i (now i) turn to face the cold.
I'm alone (I never wanna be alone),
now i (now i) turn to travel home.

She'll come back to me (She'll come back to me).
She'll come back to me (She'll come back to me).
All alone in this misery.
She'll come back to me.

I held out my hands into the light and i watched it die,
i know that i was part to blame.
My god, my time to die.
Never want to spend my life alone

[Chorus]
I'm alone (I never wanna be alone),
now i (now i) turn to face the cold.
I'm alone (I never wanna be alone),
now i (now i) turn to travel home.

sexta-feira, outubro 09, 2009

Play it again...Sam

"As time goes by..."

[This day and age we're living in
Gives cause for apprehension
With speed and new invention
And things like fourth dimension.

Yet we get a trifle weary
With Mr. Einstein's theory.
So we must get down to earth at times
Relax relieve the tension

And no matter what the progress
Or what may yet be proved
The simple facts of life are such
They cannot be removed.]

You must remember this
A kiss is just a kiss, a sigh is just a sigh.
The fundamental things apply
As time goes by.

And when two lovers woo
They still say, "I love you."
On that you can rely
No matter what the future brings
As time goes by.

Moonlight and love songs
Never out of date.
Hearts full of passion
Jealousy and hate.
Woman needs man
And man must have his mate
That no one can deny.

It's still the same old story
A fight for love and glory
A case of do or die.
The world will always welcome lovers
As time goes by.

Oh yes, the world will always welcome lovers
As time goes by.


Herman Hupfeld


domingo, outubro 04, 2009

Folhas de Outono...

Seguramente que não haverá melhor música para se ouvir no minguar dos dias.
O dia de hoje está a mostrar-se muito interessante, muito Outonal diria; nada como ouvir Miles Davis.
Talvez há um ano a charneira tenha ficado marcada por desenhos, por um momento que me fez olhar numa boa direcção, começou a meio de Outubro e possivelmente ainda não parou. Há pessoas que têm gavetas, muitas gavetas de sonhos e projectos, cheias até ao tecto, muitas delas já escondidas por pó ou novos desejos, mas não são projectos. Não as estranho, nem as desmoralizo, sempre dei força, força essa que morreu na insatisfação, trazida não sei de onde ou por quem, sonhar pode ser complicado quando novos sonhos nos atrapalham, sonhos melhores ou piores, mas sendo novos deviam esperar, penso.
Poderão as pessoas viver só de sonhos atrás de sonhos, coisas incumpridas porque a novidade não descansa?

Tempo é a resposta.

domingo, setembro 27, 2009

...sr Burton
















Não sei como é que o faz mas o sr. Burton tem o condão de nos enfeitiçar com as suas histórias e personagens bizarras e lunáticas. Também não sei como é que adoro este género tão sinistro, porém, sempre me disseram que tinha um humor muito particular, mais virado para o lado negro e sarcástico, mas que ultimamente terei perdido um pouco; contudo adoro o humor não linear e esse é quase sempre imaginado por pessoas de outro planeta, que se ausentam de vez em vez, os tais com menos parafusos na cabeça. Pois eu acho que o sr. Burton tem é mais parafusos do que as restantes almas que o vizinham, e isso percebe-se pela forma como gere desde sempre os mesmos actores em histórias grotescas, porém, distintas entre si.
Há várias coisas que gostaria de fazer, uma delas passava por visitar o seu espaço de trabalho, ver como articula a intempestividade de um génio com a necessidade de produzir, fazer acontecer, na luta dos dias. Claro que a este nível muitas responsabilidades estão distribuídas, muitos saberes se cruzam, como opiniões e competências, porém, como será gerir a força das suas visões partilhando-as com os elementos circundantes de produção? Ou seja, onde cabe o génio na fábrica? Por vezes penso que este tipo de pessoas só o conseguem porque há uma devoção absolutamente cega e intransigente que faz mover um mecanismo preparado e coordenado...imagino eu.















"Alice nos país das maravilhas" será um dos bons filmes que certamente iremos ver em 2010. Os ingredientes parecem estafados: a história, os actores, a estética...mas não se deixem enganar;
O que o Tim Burton consegue é explêndido e desta vez será esquizofrenicamente belo!
Aguardo com expectativa uma das mais interessantes histórias agora com a noção que no tacho da cozedura o sal estará na dose certa.

P.s. : Só ele para ter um livro "infantil" intitulado "A morte melancólica do rapaz ostra e outras histórias."

quarta-feira, setembro 23, 2009

pensamentos emprestados...

"Pobre daquele que está cansado de tudo, porque tudo e todos estão sempre certamente cansados dele."

Gilbert Chesterton

"Quem se modera, raramente se perde"
"Aquele que não prevê as coisas longínquas expõe-se a desgraças próximas"

Confúcio



Old songs, old me...

Nada como voltar a coisas que são tuas e sabes que estarão sempre lá.
As capas dos cd´s ganharam um tom diferente ao longo dos anos, os cd´s já
passaram longas batalhas, tal como eu, mas a verdade é que são coisas que jamais perderei...

segunda-feira, setembro 21, 2009

domingo, setembro 20, 2009

I hate knives...

Devia fugir delas a sete pés, ter as facas mais fracas que existem, daquelas que não cortam nada, mas não, eu bem que tento e compro facas baratinhas, mas mesmo assim cortam demasiado. O pior é que aconselhei estas facas a muitas pessoas...
Hoje ía ficando sem um pedaço do polegar a cortar uma maça. Foi por um triz, mais um pouco de força e tinha ido apanhar o dedo ao chão e metê-lo no congelador. Há uns meses atrás aconteceu-me o mesmo, mas nada que se compare com o de hoje, um mero arranhão. Parece que de vez em vez, tenho necessidade de me cortar, mas não, é pura despassarice. Uma vez em criança, a brincar com o x-acto, cortei um pedaço do anelar. O histórico foi aumentando apartir do momento em que fazer maquetes se tornou numa coisa corrente, mas curioso é que me corto mais com utensílios de cozinha do que qualquer outro tipo de objecto. Posso também esquecer qualquer trabalho com maquinaria de serração e trabalhos domésticos de carpintaria também não me parecem os mais indicados!
Acontece que sempre que corto qualquer coisa estou sozinho, ou seja, pegar no carro para ir a algum lado é mentira, portanto, hoje fui a pé aos bombeiros. Qual não é o meu espanto quando me deparo como uma festividade qualquer dos bombeiros voluntários, pensei que teria que ir a um hospital porque ali não me ia safar. Logo na entrada uma enfermeira apressou-se logo em preparar o "bloco operatório", eu ia fazendo pressão no corte com a mão, coisa que aprendi que é o que se deve fazer imediatamente depois de desinfectar e certificarmo-nos de que nada ficou dentro do golpe que possa infectar; o melhor é estancar seja que tipo de ferimento for: um simples golpe, uma veia e no pior dos casos: uma artéria.
Depois de esclarecer o tipo de golpe lá o abrimos novamente e a coisa era feia. Diagnóstico: coser o dedo que teimava em não estancar. -Ah, isso são um ou dois pontinhos. E não é que eu acreditei nos bonitos olhos da enfermeira...Claro que os pontinhos afinal não foram só dois! Só mesmo eu para acreditar: inocente com justa causa! Bem tratado até podiam ser mais uns pontos!!
Se há coisa que admiro é a tranquilidade das enfermeiras que agem sem receio e conseguem dizer as coisas mais ternas e mais serenas mesmo quando as coisas ficam feias, mas quase que serviu de consolo, sem dedo mas cheio de esperança! Deve ser algo que se deve ensinar no primeiro dia de curso de enfermagem: - Tu vais te safar! Não é nada... Respira devagar, foi de raspão. Faz também lembrar os filmes de guerra quando um rebentamento de morteiro leva uns dois ou três para o galheiro e os médicos com as tripas nas mãos e pedaços de ossos misturados com metal dizem com a calma de um santo:" -Não foi nada, aguenta-te...não tarda estás de volta."...e por trás espetam-lhe 2 doses de morfinas no corpo, espalham sulfamidas ( o famoso pó branco) e tentam estancar a hemorragia em vão.
No fim das contas o dedo ainda é meu, não caiu, ainda não foi desta que usei gelo para conservar o pedaço em falta como já vi num episódio dos médicos de urgência, já verifiquei o boletim de vacinas e tenho a antitetânica em dia, conforme tinha ideia, se bem que não sou de fiar, conforme expliquei e cá ando com dedo de pedir boleia branco que é para se ver ao longe!
Fim das contas paguei 20 euros, pagaria menos se fosse sócio dos bombeiros Voluntários, e bem menos se não tivesse tido consciência das dificuldades que estas pessoas enfrentam para sobreviverem, eles e todos os que precisam.
Um apelo colectivo para todos os bombeiros e colectividades que se unem de uma forma nada profissionalizada e que merecem todo o respeito, que conseguem muito, mesmo sem ter uma estrutura financeira fiável e em particular para a simpática enfermeira que me atendeu e me "aturou" durante algum tempo! Se não doesse tanto voltava lá mais vezes!

sábado, setembro 19, 2009

Fearless...

Som novo, músicas bem dispostas, sorriso estampado e ´bora para a frente...
Costuma-se dizer, quem vem atrás que apague a luz, por mim, até pode ficar ligada...don´t care