arrisco
corro o risco
risco-te
sem querer riscar
marcador preto riscado
controlo de quem risca
sem arriscar
riscar-te
sexta-feira, julho 15, 2005
om...
Eu já nem sei quem sou
tão dedicado a ti
um cobertor pro frio
queria ser teu "om"
viver grudado, sim
sempre ali, sempre ali
não sou nada indelével
sou instável como a cidade
mas carrego pau e pedra
só para ver-te mais à vontade
sem o mar a cobrir-te de sombras ou cores
livre pra amores desses que vêm e vão
sob o bronze da noite onde o mais são estrelas
todas ali para vê-la como fazer com os homens
ah! você que nasceu com o leito pro rio
que desafio querer-te acompanhar!...
djavan
a música que não me canso de ouvir(moderadamente claro) neste último mês.
tão dedicado a ti
um cobertor pro frio
queria ser teu "om"
viver grudado, sim
sempre ali, sempre ali
não sou nada indelével
sou instável como a cidade
mas carrego pau e pedra
só para ver-te mais à vontade
sem o mar a cobrir-te de sombras ou cores
livre pra amores desses que vêm e vão
sob o bronze da noite onde o mais são estrelas
todas ali para vê-la como fazer com os homens
ah! você que nasceu com o leito pro rio
que desafio querer-te acompanhar!...
djavan
a música que não me canso de ouvir(moderadamente claro) neste último mês.
quinta-feira, julho 14, 2005
hoje vi um documentário...
hoje vi um documentário da estella warren.
enfim, bonitinha é certo.
já vinha a dizê-lo há já algum tempo atrás
agora...documentário?
uhm...
Isto anda mesmo tudo ao contrário!!
enfim, bonitinha é certo.
já vinha a dizê-lo há já algum tempo atrás
agora...documentário?
uhm...
Isto anda mesmo tudo ao contrário!!
terça-feira, julho 12, 2005
Espelho meu
Uma nova exposição temporária encontra-se presente no C.C.B desde o dia 1 do mês de julho e estará a deliciar o público, com memórias antigas e presentes, até ao dia 28 do próximo mês( Agosto).
A exposição aberta ao público no passado dia 1 mostra com alguma "eloquência" as voltas de um país de remendos históricos e de coragem sobrevivente.
A mostra pretende reunir a visão do olho clínico fotográfico ao longo deste anos de formação da democracia Portuguesa e toda as suas contradições de um povo ainda ignorante.
É com alguma ternura que no meio das imagens ditas fotos que temos oportunidade de ver um documentário sobre estas pessoas que vêem o país presente à distância da lingua e da cultura.
O estreitar de relações entre a realidade portuguesa foi inevitável.
E é notório que a dita Revolução não passou despercebida ao resto do mundo tornando-a ,por vezes, quase risível mas aproveitada por fotógrafos jovens acabados de sair da universidade cheios de nervo no corpo com vontade e sem receio de enfrentar o mundo. Repórteres sem medo, sem fronteiras.
A exposição aberta ao público no passado dia 1 mostra com alguma "eloquência" as voltas de um país de remendos históricos e de coragem sobrevivente.
A mostra pretende reunir a visão do olho clínico fotográfico ao longo deste anos de formação da democracia Portuguesa e toda as suas contradições de um povo ainda ignorante.
É com alguma ternura que no meio das imagens ditas fotos que temos oportunidade de ver um documentário sobre estas pessoas que vêem o país presente à distância da lingua e da cultura.
O estreitar de relações entre a realidade portuguesa foi inevitável.
E é notório que a dita Revolução não passou despercebida ao resto do mundo tornando-a ,por vezes, quase risível mas aproveitada por fotógrafos jovens acabados de sair da universidade cheios de nervo no corpo com vontade e sem receio de enfrentar o mundo. Repórteres sem medo, sem fronteiras.
segunda-feira, julho 11, 2005
desenho ou esquisso?
Haverá diferença nestes dois tipos de instrumento que nos acodem em instantes de prazer?
o imediatismo do esquisso é mais honesto, verdadeiro. Não temo a lentidão do desenho mas, de facto, não nos podemos remeter ao sufoco do desenho pausado e delicado.
O esquisso é voraz, segue o pensamento em velocidade aberta acelerada, sem parar.Sem compasso nem espera o esquisso é o instante do pensamento que não nos detém, momento único de ideia que flui. O cérebro incorporado na mão; ali naquele microsegundo, e já está.
O esquisso é uma página de livro de memórias rápidas que nos habitam diariamente e nos percorrem. É o senhor que tropeça numa multidão de gente e de repente vê-se sozinho num maciço preto riscado ou cinzento quando se afasta deixando o corpo nos momentos da não ocupação da caneta de tinta preta.Nessa tangência, onde corpo é branco e multidão é pez perfurado, negro riscado , a envolvência daquela imagem é tornada exponencialmente bela e expressiva. A matéria tem corpo assim como a não matéria, o volume de multiplicação da sensação onde a não evidência é tornada inteligível ao sabor da sensibilidade.O desenho é um momento de prazer contido, demorado. perde as qualidades do detalhe do "frame" continuado que passa e não pára para a desenharmos na sua forma e não a esquissarmos no seu conteúdo.Nesse pequeno caderno sem margens onde o esquisso acaba na mesa do lado, não mente a minha cabeça ao continuar a mandar informação para uma mão de rigor sensorial. Nesta capacidade obsidiante falo com a extremidade de uma caneta escolhida ao acaso estendida inclinada sobre a página virgem pouco riscada no momento exacto da diferença, contrapondo ou justificando o preto riscado e o branco fundo cor de papel.Onde a folha suporte tem um papel fundamental na captação momentânea e explosiva de segundos vejo no sujo indelicadeza e rudeza a volumetria pétrea preta da ideia.
É aí, nessa reflexão devoradora, que acontece ideia de projecto e não na curteza do não pensamento tornado em pele frágil pueril desenhada.
o imediatismo do esquisso é mais honesto, verdadeiro. Não temo a lentidão do desenho mas, de facto, não nos podemos remeter ao sufoco do desenho pausado e delicado.
O esquisso é voraz, segue o pensamento em velocidade aberta acelerada, sem parar.Sem compasso nem espera o esquisso é o instante do pensamento que não nos detém, momento único de ideia que flui. O cérebro incorporado na mão; ali naquele microsegundo, e já está.
O esquisso é uma página de livro de memórias rápidas que nos habitam diariamente e nos percorrem. É o senhor que tropeça numa multidão de gente e de repente vê-se sozinho num maciço preto riscado ou cinzento quando se afasta deixando o corpo nos momentos da não ocupação da caneta de tinta preta.Nessa tangência, onde corpo é branco e multidão é pez perfurado, negro riscado , a envolvência daquela imagem é tornada exponencialmente bela e expressiva. A matéria tem corpo assim como a não matéria, o volume de multiplicação da sensação onde a não evidência é tornada inteligível ao sabor da sensibilidade.O desenho é um momento de prazer contido, demorado. perde as qualidades do detalhe do "frame" continuado que passa e não pára para a desenharmos na sua forma e não a esquissarmos no seu conteúdo.Nesse pequeno caderno sem margens onde o esquisso acaba na mesa do lado, não mente a minha cabeça ao continuar a mandar informação para uma mão de rigor sensorial. Nesta capacidade obsidiante falo com a extremidade de uma caneta escolhida ao acaso estendida inclinada sobre a página virgem pouco riscada no momento exacto da diferença, contrapondo ou justificando o preto riscado e o branco fundo cor de papel.Onde a folha suporte tem um papel fundamental na captação momentânea e explosiva de segundos vejo no sujo indelicadeza e rudeza a volumetria pétrea preta da ideia.
É aí, nessa reflexão devoradora, que acontece ideia de projecto e não na curteza do não pensamento tornado em pele frágil pueril desenhada.
nem um dia
"Um dia frio
Um bom lugar prá ler um livro
E o pensamento lá em você
Eu sem você não vivoUm dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá em vocêE tudo me divide"...
djavan
Um bom lugar prá ler um livro
E o pensamento lá em você
Eu sem você não vivoUm dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá em vocêE tudo me divide"...
djavan
Volúpia
Tinha sido talvez o tempo em que a rapariga de aparência divina tocara meu corpo com os seus longos finos dedos.Ela sorria mostrando nos dentes a perfeição.
De alma devastada, solidária, o rapaz chegara à margem do seu precipício sem nada entender. Digamos que era belo, assim ignorante. Ao tempo eu dizia: Matar-me-ás com beleza, beleza. Assim definia o amor. Voltávamos à volúpia de sermos sós, ao luxo. Esse corpo fora a presença animal de diferença e ambiguidade. A música, extrema paixão, origem de violentas emoções.
Isabel de Sá
De alma devastada, solidária, o rapaz chegara à margem do seu precipício sem nada entender. Digamos que era belo, assim ignorante. Ao tempo eu dizia: Matar-me-ás com beleza, beleza. Assim definia o amor. Voltávamos à volúpia de sermos sós, ao luxo. Esse corpo fora a presença animal de diferença e ambiguidade. A música, extrema paixão, origem de violentas emoções.
Isabel de Sá
Subscrever:
Mensagens (Atom)