Eduardo Souto de Moura
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Phillipe Starck
Hoje ás 15:00 no C.C.B.
sábado, setembro 17, 2005
quinta-feira, setembro 15, 2005
Sobreposição
Quando te conheci
pueril
chamavam-te um nome qualquer
não comum
Composição era o teu significado
Hoje domino-te
e chamas-te expressão
pueril
chamavam-te um nome qualquer
não comum
Composição era o teu significado
Hoje domino-te
e chamas-te expressão
Camisola
Esculpida em malha grossa
sobredimensionada
aqueço-me
preparo-me para gelar a memória década e ficar com o resto
sobredimensionada
aqueço-me
preparo-me para gelar a memória década e ficar com o resto
Pauta
Renovei a ideia
desenhei as linhas necessárias
uma a uma
imaginei o tempo
encostei as notas ao meu ouvido
decepei a dor
toquei-as sem Dó
toquei sem dó
que nó
sobraram-me todas as outras
notas
realidade
e sem pena nem nota
escrevi a mais longa das músicas
De mim
sobraram as aparas dos lápis usados
perdurarão em pó
desenhei as linhas necessárias
uma a uma
imaginei o tempo
encostei as notas ao meu ouvido
decepei a dor
toquei-as sem Dó
toquei sem dó
que nó
sobraram-me todas as outras
notas
realidade
e sem pena nem nota
escrevi a mais longa das músicas
De mim
sobraram as aparas dos lápis usados
perdurarão em pó
Outubro
A Negra apressa-se no revestir da barraca no bairro 1º de maio
A Barraca é feita de papel
O papel da barraca não sustém as novas chuvas
As velhas tábuas de madeira maciça saiem debaixo do colchão
A antiga Fábrica destruída dos comboios já não abriga o velho nem a família,
nem os outros
O dinheiro que sobra dos livros de escola aguenta a fome
A fome persiste e faz chorar a rapariga mestiça, bastarda.
O pai: que besta!
A brancura do horizonte cerca a fragilidade de paredes soltas com olhares altivos
a pena não constrói
a necessidade rouba
paredes sem tecto
tempestade iminente
Os pregos roubados juntam-se aos outros e encerram a fortaleza
fortaleza...
que tristeza
as mãos vincadas e as outras ajudam
mas em vão
inépcia camarária
velocidade amadora
Amadora...
A Barraca é feita de papel
O papel da barraca não sustém as novas chuvas
As velhas tábuas de madeira maciça saiem debaixo do colchão
A antiga Fábrica destruída dos comboios já não abriga o velho nem a família,
nem os outros
O dinheiro que sobra dos livros de escola aguenta a fome
A fome persiste e faz chorar a rapariga mestiça, bastarda.
O pai: que besta!
A brancura do horizonte cerca a fragilidade de paredes soltas com olhares altivos
a pena não constrói
a necessidade rouba
paredes sem tecto
tempestade iminente
Os pregos roubados juntam-se aos outros e encerram a fortaleza
fortaleza...
que tristeza
as mãos vincadas e as outras ajudam
mas em vão
inépcia camarária
velocidade amadora
Amadora...
quarta-feira, setembro 14, 2005
Colecção Berardo
Construtivismo
Possibilidade de nos aproximarmos da obra de Vladimir Tatlin exactamente pelos seus aprendizes.
interessante
Possibilidade de nos aproximarmos da obra de Vladimir Tatlin exactamente pelos seus aprendizes.
interessante
Exposição
vi um objecto distante
hoje vi uma escultura.
vivi dentro do objecto
de repente exaltei-me
imaginei-a na minha casa
pedras dissonantes
travertino desgastado
cubos acertados
usados
usei-as
Em pátio
descentrado
parei
Hoje pu-las na minha sala
que encanto
foste mesa japonesa
depois foste chão rastejante
meti-lhe os pés por de cima
que instante
desfoquei
prossegui a mostra
passei o monstro
Carl André
hoje vi uma escultura.
vivi dentro do objecto
de repente exaltei-me
imaginei-a na minha casa
pedras dissonantes
travertino desgastado
cubos acertados
usados
usei-as
Em pátio
descentrado
parei
Hoje pu-las na minha sala
que encanto
foste mesa japonesa
depois foste chão rastejante
meti-lhe os pés por de cima
que instante
desfoquei
prossegui a mostra
passei o monstro
Carl André
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