sexta-feira, agosto 11, 2006

Manobra de conveniência

Claramente não gosto nem de abruptos nem de bombas -inteligentes.
Abrupto?Eu?
Não!
É apenas uma Bomba-inteligente...
Google#; 1+1=2?

Sabedoria Popular

"O Amor é como a relva: se o plantares ele cresce... depois vem uma vaca e acaba com tudo!"

de alguém que também leu por aí...

quarta-feira, agosto 09, 2006

A dança do número quatrocentos

Quatrocentos posts? não pode!
ainda não conseguiram fechar o blog...
A precisar de umas valentes férias...isso sim!

terça-feira, agosto 08, 2006

Até os iogurtes dão Livros.

As férias começam desarrumadas por desgaste pré-anunciado.
Entre dobrar calções de praia, uma camisa ou outra (não vá haver uma festa), reunir os cd´s e gravar outros tantos lá temos que inventariar os livros para serem lidos durante as férias.
Vejamos o que tenho preso à estante pela espera:

O mestre de Petersburbo --- J.M. Coetzee
Paris é uma festa --- Hemingway
A sombra do vento --- Carlos Ruiz Zafón
O livro das imagens ---Rilke
Á espera dos Bárbaros --- Coetzee
Kyoto --- Yasunara Kawabata



E entre estes gostava de ler:

A suite Francesa ---Irène Némirovsky

enfim, tenho que começar a limpá-los um-a-um...

sábado, agosto 05, 2006

Substituição inteligente

Moleskine por um teNeues?
É já!
Mais área para esquissar com mais 1/3 de folhas e com um sistema de fecho magnético infalível.
...para além de ser muito mais sólido e fiável que o moleskine.
O preço é ela-por-ela. Muito idênticos com a vantagem do teNeues ter melhor aspecto. É preto, simples e cumpre.
Isto de comentar objectos do dia-a-dia só não é mais absurdo porque eu tenho a desculpa que todos se encontram de férias e ninguém vai ler estas anormalidades.

mas fica o conselho para os indefectíveis da coisa-do-hemingway-com-nome-russo.

eu mudei...e você?

p.s.: Eu não tinha grande escolha visto que foi oferecido, mas é, de facto, uma "mudança" para melhor.

p.s.2: Eu só não fiz crash test, mas fica para a próxima. Incluindo embates laterais com um "dummie" , "entornanços de café", resistência a nódoas de gordura, salpicos de chuva, migalhas da Ceia das 3:00 da matina, foco do estirador ligado desde o dia anterior e Arquitectos Seniores ( ultimate test).

quinta-feira, agosto 03, 2006

Settlers of Catan

De tanto ouvir falar deste jogo de tabuleiro lá me decidi comprá-lo.
A vontade de jogar no primeiro dia era tanta que lá conseguimos reunir os quatro colonizadores da ilha de Catan.
Primeiro...aprender a jogar, ler as regras e montar o tabuleiro...sim, neste jogo faz muito sentido "montar o tabuleiro", pois ele é composto por múltiplas peças hexagonais que juntas desenham a Ilha e a água envolvente.
Basicamente este é um jogo de comércio, estratégia e sorte. Não basta trocar muito bem as "mercadorias", nem deixar que a sorte dos dados faça milagres. É preciso ser astuto no jogo das trocas e estar muito atento às movimentações na ilha, às trocas e baldrocas. O modo de crescimento e expansão na ilha pode resolver o jogo, pois se no princípio podemos ter azar na localização da ilha, quando o tabuleiro de jogo é revelado podemos equilibrar as forças...
Óbvio que todos os jogos de dados pressupõem sorte, mas este jogo não se baseia só em dados e além do mais, as probabilidades de um número sair mais do que outro existe! portanto a expansão no tabuleiro e o modo de fazê-lo pode não depender tanto assim de sorte, mas de estratégia pura e dura.
Uma das coisas que apreciei no jogo é que deixa todos os "colonizadores" divertidos e com uma óptima disposição no final sem esquecer os momentos hilariantes durante a "luta" por mercadorias e "pontos" e o consequente regatear!
Adoro jogos que juntam amigos em torno de uma mesa, ou mesmo no chão, e que divertem por várias horas.
Este leva 8 pontos (em 10)...

Sophie Scholl

Filme que glorifica o movimento Rosa branca, pela oposição corajosa feita ao regime Nazi, cujos membros foram interrogados até à exaustão e executados no mesmo dia da sentença, acusados pela Gestapo de alta traição.
O grupo foi silenciado em 1943 por tentativa de fazer ver a verdade da Segunda Grande Guerra.
Hoje perdura a tentativa Heróica de combater por meios passivos a Alemanha Nazi através de uma simples e rudimentar Impressão de Folhetos Anti-regime para repôr a verdade da guerra.

um filme de MARC ROTHEMUND

sexta-feira, julho 28, 2006

Viagem ao faz-de-conta número dois

Há viagens daquelas que se sabe à partida que vão correr bem.
Por entre janelas e sonhos, desejos e novos projectos, viajámos.
Os dois.
A sós.
Percorremos praias. Galgámos encostas, tal e qual como descobridores.
Descansámos as tristezas, pusémo-las de parte.
Risadas imensas, momentos de prazer continuados que ainda hoje tenho saudades.
Adoro-te.

Das sombras e dos espectros...viajei

Asimov refaz toda a sua mala de viagem em torno de uma ideia, meio turva e até precipitada, por entre as conversas ausentes que o rodeia. Substitui calor por frio na referida mala reforçada para incursões no deserto, e estipula mentalmente o percurso enquanto a preenche; os sons provocados pela ignorância continuam a circulá-lo aceleradamente, passam-lhe vidas alheias e vazias de todos os lados, mas agora, num tom mais apropriado. Do seu lado direito ouve uma história de infidelidade contada entre amigos, sobre sorrisos e gargalhadas. Ouve a astúcia de como engatar a rapariga do outro lado do bar. Ouve mentes demissas...
O barman era um senhor alto ligeiramente magro e, apesar da sua idade, devo-lhe acrescentar alguma postura até, próximo da elegância, com as suas mãos a agirem com delicadeza ao trabalho; limpa os copos um-a-um, verifica-os meticulosamente como aquela fosse exactamente a melhor profissão do mundo e coloca-os prontos a serem solicitados, impecavelmente; refinado. A exigência de ali estar, atento, com aquelas horas tardias, e servir prazer e sono aos devaneios e insónias dos hóspedes, vai para além do súbtil e precioso, um companheiro mudo, talvez, num bar de hotel sem história que poderia existir num outro lugar do mundo; até ao mais recôndido e precioso lugar assiste-se a uma desvirtuação na natureza do sensato, vítima da repetição insensível e dos monopólios. Asimov, atento às movimentações e da dança, que envolve aquela injusta profissão de não saber bem quando se serve o último copo, a última viagem, levanta-se cuidadosamente e repara que as luzes envolventes do bar já se encontram semi-encerradas e que é dos últimos a abandonar a sala. Recolhe então os seus apontamentos em folhas de guardanapo e coloca-as dentro do bolso dos calções como se fosse o mais precioso da noite. Os bancos agora, mais vazios, visualizam as sombras da noite e a refracção da luz desvanece. Das sombras e dos espectros viu coisas absolutamente belas e inesperadas. Dos corredores de Hotel vê mais claro, distorce a realidade de um corredor faustoso e simplifica-o. Com a mão vai percorrendo a extensão da parede, contornando as molduras das portas por entre as pontas dos dedos, até descobrir a sua.
Como é o que o cérebro aceita alterações de humor, porque é que somos tendenciosos e teimosos, para de repente deixarmos cair tudo, como a leveza de quem vê partir quem não sente, e ainda lhe diz um adeus por dentro de um teatro.
Quando abriu a porta do quarto, Asimov, sabia que tinha de sair naquele momento. Há circunstâncias que não esperam, há ideias que morrem se as deixarmos dormir, mesmo que por uma noite...

quinta-feira, julho 27, 2006

Pintor da vida moderna?

Concentremo-nos então na possibilidade de me tornar um artista, um pintor.
Começei a fazer a lista, reparo que: tenho os melhores pinceis, as melhores telas, o melhor atelier...mas não chega, falta-me ainda o principal, uma vida moderna para viver e questionar; pertinente.
Mas e a vida que tinha tido até então, valerá de alguma coisa?

título emprestado O pintor da vida Moderna, Baudelaire