quinta-feira, setembro 28, 2006

Mariana canta Marias

Ondajazz

Dia 28.

Quinta.

23H00 .


Maria Abrunheiro (voz)

Ruben Alves (piano)


"Mariana Abrunheiro sabe ir ao encontro de quem está a ouvir para lhe entregar as suas emoções .
O prazer que ela tem a cantar é o mesmo que aquele que temos em ouvi-la.
Esta troca propaga-se muito rapidamente na sala. Porque Mariana vive as suas palavras, os seus movimentos, os seus poemas, as suas canções através do vosso olhar, seguindo o fio da história das Marias de todos os países que ela tanto procurou.
Maria canta Marias.
Há em Mariana Abrunheiro aquela força de honestidade, uma voz que não nos deixa indiferentes. Uma voz que aquece, que fica ao pé de nós mesmo quando vamos embora, porque Mariana sabe fazer-nos entrar na sua história, na sua noite.
Com generosidade, força mas também um certo pudor.
Quem, melhor do que Ruben Alves, poderia responder para estar ao seu lado, responder aos seus poemas com notas essenciais, ricas, simples, quentes e tão verdadeiras. Notas que transportam rimas, voz e magia naquela viagem única.
Ruben sabe estar presente quando é preciso...
- Mariana Abrunheiro...- Ruben Alves...- Você...
Esta noite, uma história... três cumplices ."

texto em www.ondajazz.com

sexta-feira, setembro 22, 2006

Volver

Um filme que vai do mais negro ao mais celeste humor. Não sei se a penélope é uma estrela não sei se o almodovar é uma estrela. No fundo gostei bastante desta película que diz muito do que pode ser uma vida entalada por circunstancias irreais e outras tantas possíveis. Na essência somos isto mesmo. E de umas resultam outras. Tanto surgimos contentes como de seguida algo influencia o nosso trajecto. Por mais simples que seja...

O filme é mais do que isto porém é mais simples.
Nos tempos que correm o comentário a fazer não vem nem em pontos nem estrelas...
mas sim...vale o roubo do bilhete!

eles só não dizem na bilheteira: mãos ao ar! isto é um assalto...porque de resto é similar...

Desgaste de um cabrão qualquer

"...Retiro o que disse daquela vez que nos vimos. Sim, essa: a última!
Sabes a dificuldade que tenho em sentir, aliás, por muito pouco sei o que isso é.
Sabes como eu sou um cabrão, um manipulador.
Um filho da puta insensível e não sei remediar devaneios.
Sim, não sei remediá-los; Mentir? não consigo!
Mas chamas-lhe mentira e eu aqui, a contar...
Sim, estive com essa e a outra. Não me infernizo por isso.
Sinto que entras demais em mim;
eu demasiado nelas...
Hoje terminamos com a tua tolerância.
Acabámos de vez."

terça-feira, setembro 19, 2006

segunda-feira, setembro 18, 2006

Festival Internacional de Banda Desenhada

Mais um ano de um imaginário imenso que nasce precisamente de uma cidade sem ideia.
Irónico inconclusivo e sobretudo pobre. A cidade promove um evento que de Internacional sobressai um ou outro nome mais sonante e aligeira em demasia aquilo que devia ser um ícone. Podia ser mais afirmativo no panorama nacional e não o é. Repito-me vezes sem conta e continuo a encontrar à minha volta pouco entusiasmo na altura de ir visitar.
O arranque para os artistas está encontrado tendo como fim da entrega dos trabalhos a 25 de Setembro.
O tema é: "UM OLHAR SOBRE O RESTO DO MUNDO"
É altura de dar corda às mãozinhas e desenhar!
Até Outubro...
www.amadorabd.com

sábado, setembro 16, 2006

Subverter

revolver
revolucionar
destruir

Yojimbo

Uma aventura épica de um samurai a soldo, de nome Sanjuro, de 1961 de Akira kurosawa. Diria eu que o personagem é um trapaçeiro só com escala similar no Han Solo do filme "Star Wars" de George Lucas.
Aliás, George Lucas nunca escondeu a sua predilecção por filmes do mestre japonês. Quem na juventude pode dizer que não teve referências? Já me dizia um outro mestre que para cada projecto há um pai, e aqui esta ponte é feita com a tranquilidade de uma geração, sem tentativa de usurpação de ideias capitais. Diria que também este mestre japonês foi buscar muito do que foi uma geração de westerns, a John Ford, na altura a sua. E dessas longas metragens surgia John Wayne; a sua postura de canastrão foi ficando e o cinema foi repetindo e produzindo espaçadamente ícones que abraçavam este tipo de figura.
A colecção destes personagens que vagueiam entre o bom e o vilão, esse interstício complexo e de desacertadas personalidades, muitas das vezes mais interessantes, vendem uma profundidade no campo das aparências, surgindo no diálogo com palavras curtas e secas. São egoístas por natureza e cruéis e na outra face meigos e indulgentes. São em todas as vezes temerários, indelicados e distintos. São seres isolados.
Não pedem desculpa, nem dizem obrigado.
Muito bom filme.

terça-feira, setembro 12, 2006

Sabe a perdição.

Acho que esqueci uma coisa dentro do teu Carocha descapotável amarelo!
Não era um objecto, nem pequeno nem grande.
Esqueci-me de dizer: adoro-te! Perdi sei lá como. Repara, ía mesmo a dizer e, no entanto, perdeu-se...e eu que nem costumo largar paixões assim.
Posso ir lá buscar? é assim grande e insensato. Trazes-me?

segunda-feira, setembro 11, 2006

Teatro urbano

Por detrás de um casaco de bombazine antigo descobri um papel amarrotado que ao que tudo indicava ser uma carta, uma estrondosa e apaixonada carta, imaginava eu. Arrebatador, dissera entusiasmada. A vontade foi de facto muito forte e pressionou a minha mão lenta ao pedaço de papel que teimava em deixar-me curiosa. Aquela tarde parecia querer ser mais destemida que as anteriores, todas aquelas que prefaziam a minha inexperiência. De algum modo, e sem me aperceber, salta um estranho indivíduo por detrás de uma prateleira e puxa do casaco, de tal modo violento que a carta soltou-se efectivamente, caindo no chão sem que se tivesse apercebido. Por breves momentos pensei chamá-lo, mas nem o impulso surgiu nem a vontade de devolver e avisar o sujeito apressado aconteceu. Após o sobrecitado senhor ter saído das imediações, num passo estonteante, baixei-me e, contrariamente à tendência dos meus fracos reflexos, retirei logo aquilo que imaginava ser uma carta e coloquei-a no bolso por detrás das calças. Bastava-me agora sair com plena calma e descobrir um local isolado onde pudesse ver o achado sem olhares intrusos. A minha primeira vontade era quebrar aquele teatro e ver o que continha o A5 meio rasgado nas pontas.
Ao desdobrá-lo em casa, em segurança, verifiquei que alguém me procurava.
Tinha os locais que costumo frequentar, horas...tudo! Gelei.
Senti um novo medo urbano. Fechei as cortinas de casa. Fechei-me.
As vezes que vi rua, foram vezes de aparente liberdade. Isso agora acabou.

domingo, setembro 10, 2006

Crash into me

You´ve got your ball
You´ve got your chain
Tied to me tight tie me up again
Whos got their claws
In you my friend
Into your heart Ill beat again
Sweet like candy to my soul
Sweet you rock
And sweet you roll
Lost for you Im so lost for you
You come crash into me
And I come into you
I come into you
In a boys dream
In a boys dream
Touch your lips just so I know
In your eyes, love, it glows so
Im bare boned and crazy for you
When you come crash
Into me, baby
And I come into you
In a boys dream
In a boys dream
If I´ve gone overboard
Then Im begging you
To forgive me
In my haste
When Im holding you so girl
Close to me
Oh and you come crash
Into me, baby
And I come into you
Hike up your skirt a little more
And show the world to me
Hike up your skirt a little more
And show your world to me
In a boys dream.. in a boys dream
Oh I watch you there
Through the window
And I stare at you
You wear nothing but you
Wear it so well
Tied up and twisted
The way Id like to be
For you, for me, come crash
Into me



dmb