She´s always buzzing just like neon neon
www.youtube.com/watch?v=AzsEzD2fVwE&mode=related&search=
domingo, fevereiro 25, 2007
A elegância de um fim
Agradeces os cinismos todos que te circundam porque não os vês, não te apercebes das subtilezas, porque são isso mesmo, pequenos restos de "nãos" estampados naqueles sorrisos pindéricos e rafeiros, gestos falsos e medíocres, onde as rameiras e as pêgas andam disfarçadas entre os demais, misturas más e tortuosas que ousas privar e livremente decides entrar. As janelas onde te penduras tardam em deixar-te cair, são vãos preciosamente desenhados como histórias ou estórias de embalar, embalam e embebedam-nos o espírito com opiniões que valem merda, como uma força negra e vil. Há quem fure vidas por menos mas a tua insiste em perder-se assim, rastejando pela decisão dos outros, sem opinião ou desejo, apenas um irreflectido seguidismo; Abrupto.
Sobre as poças e diante da meditação aceito as tuas acções recorrentes como um não persistente.
Recuso-me responder a coisas sobre as quais já lhes deste destino. Foram bons os 10 anos mas agora chega. Tenha uma boa tarde...
Pedro artur
Sobre as poças e diante da meditação aceito as tuas acções recorrentes como um não persistente.
Recuso-me responder a coisas sobre as quais já lhes deste destino. Foram bons os 10 anos mas agora chega. Tenha uma boa tarde...
Pedro artur
A infância que morreu
Elfriede jelinek e uma boneca: ou como uma escritora se expõe na teia de linguagens da fotografia
Como é que cada um se expõe ao olhar dos outros? Questão rudimentar, porventura simplista. Que adquire alguns contornos mais incisivos se perguntarmos: como é que cada um se deixa fotografar? E que se torna uma verdadeira questão de linguagem ( e linguagens) quando passa a ser: como é que uma escritora se expõe no cenário ritualizado de uma fotografia? Moral possível: diz-me como é a tua imagem, dir-te-ei como escreves...(...)
(...) "eu limpo as ruínas da linguagem para chegar a uma verdade, a minha" (...) - Elfriede Jelinek
João Lopes , DN
Como é que cada um se expõe ao olhar dos outros? Questão rudimentar, porventura simplista. Que adquire alguns contornos mais incisivos se perguntarmos: como é que cada um se deixa fotografar? E que se torna uma verdadeira questão de linguagem ( e linguagens) quando passa a ser: como é que uma escritora se expõe no cenário ritualizado de uma fotografia? Moral possível: diz-me como é a tua imagem, dir-te-ei como escreves...(...)
(...) "eu limpo as ruínas da linguagem para chegar a uma verdade, a minha" (...) - Elfriede Jelinek
João Lopes , DN
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Quando a confiança desaba
São meninos que gritam pelos becos e ruas que olham através do medo e mantêm o sorriso, esse suave e terno desenho da face humana, como se deseja o novo apenas por diferença. São gentes que dançam e pulam num ritmo colorido e acelerado acreditando na mudança. É tudo isso que mantém um continente riscado de pé. Onde se vive principescamente e se vê sobreviver a passos que distam tão pouco...São pais de armas em riste.
Depois de tanto quem é que acredita em África?
Depois de tanto quem é que acredita em África?
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
unforgettable
Retomo os dias de surpresa. É óptimo sentar ao lado de alguém inesquecível, chegar e ver que está um assombro, perceber que desenhamos bem as nossas vidas.
Os dias são todos diferentes e nunca se repetem, a menos que tenha uma memória monstra e faça com que repita a tua imagem consecutivamente, os teus suaves volteios que me encantam, a elegância e a pose. Constróis repetidamente castelos de areia que mais ninguém vê...
obrigado,
Os dias são todos diferentes e nunca se repetem, a menos que tenha uma memória monstra e faça com que repita a tua imagem consecutivamente, os teus suaves volteios que me encantam, a elegância e a pose. Constróis repetidamente castelos de areia que mais ninguém vê...
obrigado,
terça-feira, fevereiro 13, 2007
Porta
A porta era o sítio de passagem, era castanha e muito pesada. Tornou-se num limite difícil de transpôr quando os meus olhos eram pequenos, tal como os de uma criança. Percorri tanto o espaço que a porta encerrava-se por si mesma, por pouco o meu andar não ficou marcado no soalho de carvalho de inúmeras vezes que foram. Era a marca da dúvida e do medo e só me restava aquele corredor esguio. O desejo de querer passar para lá da porta era derrotado pelas pequenas histórias que eu ouvia nas esquinas da vizinhança. A verdade sobre o meu quarto sempre fora omitida e afinal sempre havia razão para desconfiar.
Estou a mudar-me porque os meus olhos cresceram, os meus sonhos finalmente provocam-me;
ainda não sei o que é dormir.
Estou a mudar-me porque os meus olhos cresceram, os meus sonhos finalmente provocam-me;
ainda não sei o que é dormir.
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
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