sábado, novembro 08, 2008
Aula cinco...
A preguiça ou o cansaço, uma delas venceu-me este fim de semana e não fiz o trabalho como era esperado. Estes dias têm sido dinâmicos e pouco sobra, resta-me esse pedaço para ganhar forças novamente. Acho que foi a minha aula mais desinspirada. A história parece muito embrionária e não lhe vejo diferença, aquela que nos faz parar para ver melhor, o tal "sparkle" que me fez falta esta semana, e sobretudo neste dia! Mas não quer dizer que fique assim, ainda temos mais uma aula para finalizar o storyboard e começar a recortar portanto ainda vou a tempo de fazer algo divertido! A história é mesmo muito simples, o título "café central" faz sonhar, mas porque o nível de pormenor agora exigido é zero, apenas são necessárias silhuetas do personagem e dos objectos, o acto criativo complica-se! Parece contraditório mas esta história vai evoluir, começamos de forma simples e depois vai ganhando detalhe, mas como é que posso pensar no básico sem pensar no detalhe? Como irá ficar? Qual o seu potencial evolutivo? Parece-me que é este o meu dilema...
Por um lado só me faz bem. Aprendo que se deve descomplicar tudo sem pensar no depois...
Depois logo se verá...
Claro que isto é tudo muito interessante mas eu, qual chinês qual quê jamais irei neglegenciar o futuro, e portanto uma pequena porção de mim saberá o que pode dar mais jeito no "depois".
São só desenhos...
Esta foi uma aula que lutou comigo. Lutei e perdi, ou seja, ganhei.
p.s.: Não me esqueci das cartolinas
p.s.2: Cheguei antes da hora
p.s.3: Onde é que eu pus as chaves do carro? Não acredito, deixei-as no atelier!! eram 22:oo quando cheguei, regelado, pronto para cair na cama...
Por um lado só me faz bem. Aprendo que se deve descomplicar tudo sem pensar no depois...
Depois logo se verá...
Claro que isto é tudo muito interessante mas eu, qual chinês qual quê jamais irei neglegenciar o futuro, e portanto uma pequena porção de mim saberá o que pode dar mais jeito no "depois".
São só desenhos...
Esta foi uma aula que lutou comigo. Lutei e perdi, ou seja, ganhei.
p.s.: Não me esqueci das cartolinas
p.s.2: Cheguei antes da hora
p.s.3: Onde é que eu pus as chaves do carro? Não acredito, deixei-as no atelier!! eram 22:oo quando cheguei, regelado, pronto para cair na cama...
quinta-feira, novembro 06, 2008
Histórias da Cidade...
domingo, novembro 02, 2008
Presentes...
Fiz anos há muito pouco tempo. Recebi presentes, não muitos mas alguns!
Recebi presentes antes, recebi presentes no dia, sei que ainda vou receber mais presentes.
Este ano não pedi nada, nada de possível, pedi a mim mesmo somente.
Porque pedir é não te surpreenderem, pois é, eu adoro surpresas!!
Este ano recebi livros, muitos livros, sobretudo de ilustração, histórias contadas por outros, traços pintados que não meus. Adorei! Sublinho um livro que me foi oferecido muito interessante e que representa muito do que gosto, foi uma surpresa, foi uma boa surpresa, o Livro chama-se "Contos da China antiga" e remete-nos logicamente para a sábia cultura oriental e é sublimemente ilustrada, só pela simplicidade alcançada, realçando a beleza das histórias contadas. Para mim um livro começa na capa, no toque, na dedicação que lhe foi dado, ou não, um bom livro e sobretudo os de ilustração, têm que funcionar como um conjunto ao qual a capa não se dissocia. Esta edição é da Ambar e parece-me muito delicada, bem pensada, e as histórias transportam tanta sabedoria, a mesma que nos faz falta, mesmo em adultos. Dizem que o sábio é o que fica atento e o que fala pouco, pois este livro foi-me sabiamente oferecido... Obrigado M.
De todos os presentes sabia que havia um que tinha que ter, era o único, mas não chegava no meu dia de anos, chegava apenas dois dias depois... Sabia que ía ser algo que ía ver até gastar. como as velhas fitas VHS. Aproveitei a hora de almoço e fui a correr...
Apesar de ter sido eu a comprar este Filme sei que este gesto pertence sublimemente a ti.
E é assim que quero pensar, que foi o teu presente.
Foi o melhor.
Recebi presentes antes, recebi presentes no dia, sei que ainda vou receber mais presentes.
Este ano não pedi nada, nada de possível, pedi a mim mesmo somente.
Porque pedir é não te surpreenderem, pois é, eu adoro surpresas!!
Este ano recebi livros, muitos livros, sobretudo de ilustração, histórias contadas por outros, traços pintados que não meus. Adorei! Sublinho um livro que me foi oferecido muito interessante e que representa muito do que gosto, foi uma surpresa, foi uma boa surpresa, o Livro chama-se "Contos da China antiga" e remete-nos logicamente para a sábia cultura oriental e é sublimemente ilustrada, só pela simplicidade alcançada, realçando a beleza das histórias contadas. Para mim um livro começa na capa, no toque, na dedicação que lhe foi dado, ou não, um bom livro e sobretudo os de ilustração, têm que funcionar como um conjunto ao qual a capa não se dissocia. Esta edição é da Ambar e parece-me muito delicada, bem pensada, e as histórias transportam tanta sabedoria, a mesma que nos faz falta, mesmo em adultos. Dizem que o sábio é o que fica atento e o que fala pouco, pois este livro foi-me sabiamente oferecido... Obrigado M.
De todos os presentes sabia que havia um que tinha que ter, era o único, mas não chegava no meu dia de anos, chegava apenas dois dias depois... Sabia que ía ser algo que ía ver até gastar. como as velhas fitas VHS. Aproveitei a hora de almoço e fui a correr...
Apesar de ter sido eu a comprar este Filme sei que este gesto pertence sublimemente a ti.
E é assim que quero pensar, que foi o teu presente.
Foi o melhor.
terça-feira, outubro 28, 2008
Aula quatro...
Estas semanas foram uma autêntica loucura, ter que acabar um concurso no trabalho para esta última sexta-feira e deixá-lo pronto de véspera para não irmos a correr entregá-lo foi uma aventura. Julgo que nunca houve descontrolo sobre a situação, mas isso exigiu empenho e coordenação entre todos, sem isso pouco ou nada teríamos conseguido. Mas adiante, terça-feira avistava-se e mais uma vez saí atrasado para a aula. Com as pressas esqueci-me das cartolinas de cor, só quando cheguei perto do Chapitô é que me lembrei... voltar para trás estava fora de questão, já vinha 10 minutos atrasado! Desta vez não fui o último a chegar, mas como nos habituamos aos lugares com muita rapidez, fui, qual temerário, para o centro novamente! Tinha mais lugares à disposição mas já ninguém me tira dali! Esta aula o professor não tinha pedido nada de especial, pediu apenas que continuássemos o exercício da aula anterior, para quem não o tinha feito na totalidade, a mim faltou-me só colar! O meu burro estava lindo de morrer e portanto foi mesmo colar e voilá, exercício superado. O professor gostou muito e disse mesmo que era mesmo aquilo, que se me afastasse lia perfeitamente a silhueta do burro e se me aproximasse via com exactidão cada animal. Portanto considero que me portei bem até agora.
Claro que havia trabalhos muito minunciosos, de chinês mesmo, mas depois eram tão complexos que perdiam leitura. É a minha opinião. Considerando que estamos num curso de Ilustração infantil é bom começarmos a simplificar os meios. Os exercícios propostos têm sido muito curiosos, e percebo a razão de cada um existir, estes últimos com cartolinas foram interessantes porque nos obrigam a pensar nos traços que identificam cada animal pela silhueta visto que são recortes de cartolina, não devemos ter muitos pormenores! Ao mesmo tempo obriga-nos a pensar como encaixa-los uns nos outros até desenhar uma outra forma. Este exercício treina intensamente a nossa capacidade de síntese em conjunto com a capacidade criativa. Voltamo-nos só para o essencial e deixamos os tiques e truques que "trazemos de casa" no bolso das calças.
Como alguns de nós acabaram muito cedo o professor adiantou-se e lançou o novo exercício, mas agora não tínhamos animais! Os animais ficaram para a história, o que tínhamos que fazer agora era um livro pequeno com uma história. Regras para o livro:
A história- CAFÉ CENTRAL - Um homem vai a uma esplanada, senta-se, pede um café e vai-se embora.
(passado 1 minuto alguém pede para repetir para escrever num papel. Claro todos riram e o professor diz: sim sim, é melhor escreveres porque é mesmo complicado de apanhar...)
Dimensões- 8 rectângulos de 28x14 cm em que cada desenho agrupa dois rectângulos destes lado-a-lado.
Ocupação nos rectângulos- devemos fazer uma margem de 0,5 cm por uma razão óbvia, quando publicado as costuras retiram parte do desenho ao centro, por isso não deve ser ocupado.
Cores- utilizar novamente as cartolinas de cor, para treinarmos expressões e silhuetas de forma simples e eficaz. Cada elemento do desenho deve ter uma cor específica, sendo que devemos considerar apenas estes objectos: Café, a mesa, a cadeira, o homem e a chávena.
Pormenores- Evitá-los! Evitar usar chapéus de chuva outros personagens, árvores, etc. Evitar adereços, isso fica para depois, o que suscita que este trabalho vai passar por várias fases de desenvolvimento até ao produto mais trabalhado, com mais detalhes.
(claro que quando ouvi esta parte já estava lançado no desenvolvimento do meu personagem, um senhor curvado, triste, e sim...tinha chapéu! )
Depois de ouvirmos as premissas comecei a desenvolver o núcleo e perspectivas da minha história, a minha pequena história. Bem, para mim esta história tem que ser dramática.
As imagens têm que ser cinematográficas mas simples ao mesmo tempo, o personagem tem que ser identificável pela postura, e o fim de chorar baba e ranho! Sou eu...que hei-de fazer!?
os dois primeiros rectângulos: uma imagem rasteira, uma sombra no chão, a silhueta do meu personagem, o sr curvado.
o terceiro e quarto: uma mesa solta e longe da esplanada, o sr curvo aproxima-se dessa mesa.
o quinto e sexto: O sr curvo, de tão curvo que é, por pouco pega na chávena e bebe o seu café.
sétimo e oitavo: Uma imagem da chávena caída derramando o café sobre uma mesa redonda anuncia o fim. Não se vê o sr curvo.
Tenho imagens mas publico como T.P.C. porque apenas estudei em rectângulos pequenos e pouco se vê...
Claro que havia trabalhos muito minunciosos, de chinês mesmo, mas depois eram tão complexos que perdiam leitura. É a minha opinião. Considerando que estamos num curso de Ilustração infantil é bom começarmos a simplificar os meios. Os exercícios propostos têm sido muito curiosos, e percebo a razão de cada um existir, estes últimos com cartolinas foram interessantes porque nos obrigam a pensar nos traços que identificam cada animal pela silhueta visto que são recortes de cartolina, não devemos ter muitos pormenores! Ao mesmo tempo obriga-nos a pensar como encaixa-los uns nos outros até desenhar uma outra forma. Este exercício treina intensamente a nossa capacidade de síntese em conjunto com a capacidade criativa. Voltamo-nos só para o essencial e deixamos os tiques e truques que "trazemos de casa" no bolso das calças.
Como alguns de nós acabaram muito cedo o professor adiantou-se e lançou o novo exercício, mas agora não tínhamos animais! Os animais ficaram para a história, o que tínhamos que fazer agora era um livro pequeno com uma história. Regras para o livro:
A história- CAFÉ CENTRAL - Um homem vai a uma esplanada, senta-se, pede um café e vai-se embora.
(passado 1 minuto alguém pede para repetir para escrever num papel. Claro todos riram e o professor diz: sim sim, é melhor escreveres porque é mesmo complicado de apanhar...)
Dimensões- 8 rectângulos de 28x14 cm em que cada desenho agrupa dois rectângulos destes lado-a-lado.
Ocupação nos rectângulos- devemos fazer uma margem de 0,5 cm por uma razão óbvia, quando publicado as costuras retiram parte do desenho ao centro, por isso não deve ser ocupado.
Cores- utilizar novamente as cartolinas de cor, para treinarmos expressões e silhuetas de forma simples e eficaz. Cada elemento do desenho deve ter uma cor específica, sendo que devemos considerar apenas estes objectos: Café, a mesa, a cadeira, o homem e a chávena.
Pormenores- Evitá-los! Evitar usar chapéus de chuva outros personagens, árvores, etc. Evitar adereços, isso fica para depois, o que suscita que este trabalho vai passar por várias fases de desenvolvimento até ao produto mais trabalhado, com mais detalhes.
(claro que quando ouvi esta parte já estava lançado no desenvolvimento do meu personagem, um senhor curvado, triste, e sim...tinha chapéu! )
Depois de ouvirmos as premissas comecei a desenvolver o núcleo e perspectivas da minha história, a minha pequena história. Bem, para mim esta história tem que ser dramática.
As imagens têm que ser cinematográficas mas simples ao mesmo tempo, o personagem tem que ser identificável pela postura, e o fim de chorar baba e ranho! Sou eu...que hei-de fazer!?
os dois primeiros rectângulos: uma imagem rasteira, uma sombra no chão, a silhueta do meu personagem, o sr curvado.
o terceiro e quarto: uma mesa solta e longe da esplanada, o sr curvo aproxima-se dessa mesa.
o quinto e sexto: O sr curvo, de tão curvo que é, por pouco pega na chávena e bebe o seu café.
sétimo e oitavo: Uma imagem da chávena caída derramando o café sobre uma mesa redonda anuncia o fim. Não se vê o sr curvo.
Tenho imagens mas publico como T.P.C. porque apenas estudei em rectângulos pequenos e pouco se vê...
segunda-feira, outubro 27, 2008
domingo, outubro 26, 2008
Adorei...
Recebi na sexta-feira dois livros simplesmente fantásticos. Um é o Babayaga e o outro La Tortue géant des Galapagos. Eu pedi os livros, andava a namorá-los há algum tempo, e quando descobri que podia encomendar vindos da Fnac casa mãe em França fiquei logo entusiasmado. Porém os livros demoram cerca de um mês e meio a chegar, é uma verdadeira tortura, para além de poder esquecer que tinha feito o pedido...Mas a minha irmã encomendou-os via Amazon.fr e foi um instante. Passou uma semana? Sim , talvez, foi mesmo muito rápido! Estas possibilidades fazem-me ver mais livros lá fora, muitos fantásticos que não estão editados por cá, e bem que mereciam. Claro, eu sei que este efeito Amazon já existe há bastante tempo, aliás, eu lembro-me de ver em Milton Keynes os armazens da Amazon e só vos digo, simplesmente brutal, não pela arquitectura, que não existe, mas pela dimensão, são infindáveis!
Claro que nem digo de quem são os livros, já tenho vergonha de estar a repetir sempre o mesmo nome, mas a verdade é que são mágicos, e magia não existe assim ao pontapé, por vezes penso: "raios, porque é que me apaixono por coisas mágicas?" Depois medito um pouco, e pergunto-me novamente: " Será que são mesmo mágicas?" Esta desconfiança é pois bem tola. Por vezes desconfiamos de nós mesmos, mas a verdade é que não me engano muitas vezes, no que diz respeito a paixões, quando se sabe que é aquilo porquê questionar? Porquê procurar? Porquê a ânsia de mais? Porque somos insatisfeitos por natureza, sim, é uma possível resposta, porque pensamos sempre que há melhor, porque vivemos num mundo globalizado de acesso imediato a triliões de coisas, sensações e novas experiências? Porque neste corropio alguém está a fazer melhor, há alguém melhor? Porque de certeza que há sempre melhor, há sempre mais e mais e tudo parece não acabar? Porque as hipóteses são infinitas? Será porque procuramos coisas que já temos? Será que queremos coisas que nem sequer as vivemos, absorvemos? Em relação à Rebecca eu sei que ainda não encontrei melhor. Engraçado porque antes de ter procurado parecia já ter uma resposta. Não escrevi nenhum texto sobre isso, apenas sobevoou o meu pensamento, como em tantas outras coisas sobrevoam mensagens de certezas sobre as quais nem quero escrever. Chega-me pensar nelas. Talvez goste de apoderar-me das diferenças e perder horas agarrado a um livro que alguém folheia em 2 minutos, talvez prefira observar todos os detalhes infinitamente, sentir as ideias e a expressividade em cada palavra, os tons como e onde eles começam, onde acabam, preciso de imaginar a história por detrás das subtilezas, preciso de ficar radiante com cada descoberta, sentir que há simplesmente coisas que merecem ser vistas repetidamente com mais atenção que a primeira vez, sendo essa irrepetível.
Há poucos dias disse isto mesmo, há simplemente conjuntos de hábitos e renovações que nos transportam pelos dias até sucumbirmos. Dos hábitos pouco podemos fugir, muitos deles são mesmo necessários, para nos equilibrarmos precisamos de renovação também, que pode chegar de duas formas, por impulso e vontade ou por mero acaso. Estamos todos sujeitos a doenças do Capitalismo, o tédio é uma delas. Hoje é fácil ficar entediado, porque há tanta coisa que perdemos metade do tempo à procura do que queremos fazer, e, quando achamos que nas milhares de coisas que poderíamos fazer não há nada,porque é tudo chato, já fizémos antes, ficamos deprimidos, os anúncios dizem-nos à noite como estamos feios e de mãos dadas com a tristeza e que precismos de comprar algo para ficarmos bem connosco e com os outros. Pois eu nestes dias, porque os há, pego nos meus livros e revejo-os vezes sem conta, pego nos meus filmes e vejo-os vezes sem conta, e namoraria da mesma forma vezes sem conta, sendo que, de cada vez que o faço, é sempre diferente. Hoje ouvi uma coisa sábia, de facto viver com optimismo é a única maneira mesmo de enfrentar a longevidade, seja na diferença ou na repetição.
Adoro descobrir, e descobrir repetidamente uma coisa é tão ou mais interessante que o seu inverso.Agora descubro estes livros que o G. a R. e a minha M. me deram... continuadamente
P.s. : Entretanto, e como esperar faz bem, como já escrevi noutro post, encomendei 2 livros mais que chegarão daqui a uma infinidade de tempo. Claro que lido bem com a espera, faz parte do processo de adorar-o-que-temos-mais-do-que-o-que-não-temos...
títulos: Sentimento e Le geánt aux oiseaux
pois tenho a dizer que adorei este presentão...
Claro que nem digo de quem são os livros, já tenho vergonha de estar a repetir sempre o mesmo nome, mas a verdade é que são mágicos, e magia não existe assim ao pontapé, por vezes penso: "raios, porque é que me apaixono por coisas mágicas?" Depois medito um pouco, e pergunto-me novamente: " Será que são mesmo mágicas?" Esta desconfiança é pois bem tola. Por vezes desconfiamos de nós mesmos, mas a verdade é que não me engano muitas vezes, no que diz respeito a paixões, quando se sabe que é aquilo porquê questionar? Porquê procurar? Porquê a ânsia de mais? Porque somos insatisfeitos por natureza, sim, é uma possível resposta, porque pensamos sempre que há melhor, porque vivemos num mundo globalizado de acesso imediato a triliões de coisas, sensações e novas experiências? Porque neste corropio alguém está a fazer melhor, há alguém melhor? Porque de certeza que há sempre melhor, há sempre mais e mais e tudo parece não acabar? Porque as hipóteses são infinitas? Será porque procuramos coisas que já temos? Será que queremos coisas que nem sequer as vivemos, absorvemos? Em relação à Rebecca eu sei que ainda não encontrei melhor. Engraçado porque antes de ter procurado parecia já ter uma resposta. Não escrevi nenhum texto sobre isso, apenas sobevoou o meu pensamento, como em tantas outras coisas sobrevoam mensagens de certezas sobre as quais nem quero escrever. Chega-me pensar nelas. Talvez goste de apoderar-me das diferenças e perder horas agarrado a um livro que alguém folheia em 2 minutos, talvez prefira observar todos os detalhes infinitamente, sentir as ideias e a expressividade em cada palavra, os tons como e onde eles começam, onde acabam, preciso de imaginar a história por detrás das subtilezas, preciso de ficar radiante com cada descoberta, sentir que há simplesmente coisas que merecem ser vistas repetidamente com mais atenção que a primeira vez, sendo essa irrepetível.
Há poucos dias disse isto mesmo, há simplemente conjuntos de hábitos e renovações que nos transportam pelos dias até sucumbirmos. Dos hábitos pouco podemos fugir, muitos deles são mesmo necessários, para nos equilibrarmos precisamos de renovação também, que pode chegar de duas formas, por impulso e vontade ou por mero acaso. Estamos todos sujeitos a doenças do Capitalismo, o tédio é uma delas. Hoje é fácil ficar entediado, porque há tanta coisa que perdemos metade do tempo à procura do que queremos fazer, e, quando achamos que nas milhares de coisas que poderíamos fazer não há nada,porque é tudo chato, já fizémos antes, ficamos deprimidos, os anúncios dizem-nos à noite como estamos feios e de mãos dadas com a tristeza e que precismos de comprar algo para ficarmos bem connosco e com os outros. Pois eu nestes dias, porque os há, pego nos meus livros e revejo-os vezes sem conta, pego nos meus filmes e vejo-os vezes sem conta, e namoraria da mesma forma vezes sem conta, sendo que, de cada vez que o faço, é sempre diferente. Hoje ouvi uma coisa sábia, de facto viver com optimismo é a única maneira mesmo de enfrentar a longevidade, seja na diferença ou na repetição.
Adoro descobrir, e descobrir repetidamente uma coisa é tão ou mais interessante que o seu inverso.Agora descubro estes livros que o G. a R. e a minha M. me deram... continuadamente
P.s. : Entretanto, e como esperar faz bem, como já escrevi noutro post, encomendei 2 livros mais que chegarão daqui a uma infinidade de tempo. Claro que lido bem com a espera, faz parte do processo de adorar-o-que-temos-mais-do-que-o-que-não-temos...
títulos: Sentimento e Le geánt aux oiseaux
pois tenho a dizer que adorei este presentão...
quinta-feira, outubro 23, 2008
Aula três...

Lá voltei às minhas aulas no "fim do mundo" de animais...
Para esta aula era suposto levar algum trabalho feito e material. Cumpri em tudo. Saí mais uma vez tarde do trabalho e na correria ainda tinha que comprar as três cartolinas de cores diferentes.
Mas isto de ocmprar coisas baratas sem dinheiro vivo tem que se lhe diga! Com as pressas nada resulta, nada se faz. Parei na Corbel na Praça Luís de Camões para comprar as cartolinas mas como eram tão baratas não podia pagar com multibanco. Toca de ir levantar dinheiro e o tempo a passar... De cartolinas debaixo do braço, blocos A3 e canetas lá pus a mexer Rua Augusta abaixo, contornando o elevador de Stª Justa em direcção à Madalena, Subir até ao Chapitô e descer até ao Santiago Alquimista...Uff, parece fácil mas custa um pouco subir aquilo tudo de tralha às costas e com pressa nos pés. Mas lá se fez. Parei um pouco para esperar pelos meus pulmões e lá prossegui.
Claro fui o último desta vez e não o penúltimo. Na última aula tinha faltado uma mesa então o lugar para essa pessoa foi desenhar em cima do joelho. Claro, desta vez puseram a mesa...e onde? No CENTRO de todos. Claro, houve logo quem dissesse que ía para o castigo! Mas fui na maior, e confesso foi a aula que correu melhor! No meio de todos consegui concentrar-me melhor, curioso...
O desafio de consistia em pegar nos animais que tínhamos desenhado e escolher um, para desenhar em grande numa das cartolinas, depois tinhamos que desenhar por dentro desse animal outros animais de forma a que a silhueta do resultado se percebesse!
Bem, eu escolhi o burro, e curiosamente até fui dos poucos a acabar o exercício nas duas horas.
Mas o resultado foi bem divertido e havia tabalhos muito divertidos. O professor prometeu que vai puxar mais por nós porque o nível é bom e permite essa transição mais rápida. Adoro e estou a adorar fazer estes pequenos exercícios mas também sinto que preciso de fazer outras coisas, mas por outro lado começo a familiarizar-me bem com as formas distintas de cada aninal, as posições, a expressão natural de cada espécie. É importante treinar o olhar, conservar tudo na memória. É extremamente importante estar atento aos detalhes e depois simplificá-los. Até agora tenho estado muito satisfeito com a orientação do curso, mas tenho pena que sea pouco tempo. Por outro lado faço paralelamente as minhas histórias e os meus desenhos o que me permite progredir no que mais gosto. Esta semana tem sido cansativa, mas não abdico do meu tempo para desenhar e pintar.
Na semana passada fui comprar uma caixa de pastilhas de Gouache da Caran d´ache. São caixas fantásticas e a que comprei tem 15 cores e permite fazer coisas brutais, tem a expressão de um bom pigmento e a facilidade da aguarela. Duas boas combinações, resultado: desenhos muito expressivos! Claro que eu ainda estou a aprender mas a seu tempo tudo se consegue...
Comprei na casa varela e perguntei a Caixa de uns lápis novos que saíram, os Luminance, que têm uma resistência ao tempo fantástica e uma densidade de pigmento também impressionante!
Mas a caixa de 76 lápis custa ...200 euros! Enfim, é engraçado haver coisas que simplesmente só podemos admirar ao longe, na vitrine, distante, separados por um vidro...quase como a Tiffany´s em NY para as mulheres! Ok, são só uns lápis...nada mais. Mas lá está, é a velha teoria: Desejamos aquilo que não temos, sonhamos, por isso, às vezes mais vale não ter...ou então pelo menos que nos custe a ganhar! Senão serão só mais uns para a colecção...Blá blá blá...
Por sorte, e por ter comprado os gouaches, a senhora da loja lá me deu um lápis Luminance para as unhas, era oferta, uma promoção da marca, claro, eu fiquei feliz, Feliz com a "porcaria" de um lápis, pequenos mas grandes momentos lá está. O lápis é azul, agora tenho um, não preciso de ter todos, prefiro conservar o sonho, e guardar este como recuerdo!
Sem lápis da sorte ou não para a semana espero que seja mais animada, sei que vou ter pouco tempo disponível, que vou andar cansado. Neste fim de semana trabalha-se muito também, só vou ter tempo para dormir e para tratar de assuntos importantes.
Hoje a parte mais interessante do dia foi ver a minha trancinhas...dá para aguentar uma semana?
segunda-feira, outubro 20, 2008
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