terça-feira, março 10, 2009

Coisas simples...



















...como um recorte de papel.

Mas podia não ter sido um papel recortado.
Podia alguém ter antes passado por outra página.
Porque dizerem-me para ir ver numa página na Internet pudesse ser pouco mais do que nada.
Porque assim as coisas são lembradas...

e curioso...

A sua fragilidade comuta o nosso cuidado, e logo, a memória, num gesto duplicado de atenção.

domingo, março 08, 2009

Gran Torino...



















É até agora o filme deste ano que mais me impressionou, já vi alguns dos que foram nomeados e premiados dos óscares, mas nenhum deles entrou nesta órbita, um filme seguro, simples de contar, simples de conceito, mas muito sábio!

Por vezes a minha geração não entende bem o papel que representa o Pai ou o Avô e tão pouco entendemos o seu olhar desconfiado e céptico com que olham os demais, os outros que não eles...
Se bem que aqui o universo contextualizante seja bem diferente do nosso, a verdade é que a expansão actual do globo faz-se por cruzamento de culturas que visitam e partilham as mesmas ruas que nós, o mesmo cinema, as mesmas angústias, e também os mesmos dramas.
Pode ser que as coisas estejam mesmo a alterar-se, mas será a mentalidade global parente da conservação das origens culturais locais? Não sei se será... mas também não pode ser um génio repulsivo...

Para mim um dicionário de códigos urbanos e humanos, de novos e velhos , que se cruzam num ambiente cada vez mais actual e verdadeiro, culturas à parte...mas também partilhadas.

muy bienne Clint Eastwood...

terça-feira, março 03, 2009

Conversa radiofónica...

Hoje assisti a uma conversa realmente interessante entre Ondjaki, um escritor de origem Angolana, e o Fernando Alvim, na Antena 3 ao princípio da Noite e ocorreu uma conversa muito divertida, bem disposta, a fazer lembrar uma boa amizade. Deu uma vontade enorme de participar naquela conversa, parecia-me que podia facilmente ter ali um amigo, e isso deu-me esperanças para as pessoas, para a amizade, por mais piroso que isto soe...

Tomára que todas as conversas fossem assim, ou melhores... Simples mas sem tiques de oratória e formatadas...

Já vendeste mais um livro porque agora vou ter que comprar para ver como te safas trancado em folhas... eehhehehe

sábado, fevereiro 28, 2009

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

O vôo...

Tão parecidas são as distâncias que vincam a marcador acetinado o posicionamento de uma noite que podia ter sido tudo e resumiu-se a uma folha de papel deixada por ti em pleno vôo.
O recurso ao contador de tempo fez-me perceber que a folha de papel carregava duas coisas, uma vontade minha e uma outra qualquer que não reconheci, eram duas coisas diferentes.

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Quando sentimos que já não querem...

Um dia pressentiu já não querer mais, foi depois de lhe terem atirado com uma folha de papel, e os seus olhos viram um acto imaturo por quem às vezes sujeita o amor à condição perseguidora da insatisfação. Pois sempre foi o que não temos o que mais nos apetece, sempre foram umas asas de cera, como Ícaro, e nos plenos vôos sucumbiu no vazio de nem ter destino nem possibilidade de repensar a partida, sem partir...

Magia...

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Mudar e manter...

Mudei de atelier, melhor dizendo, mudei de local de atelier mas mantenho-me no mesmo trabalho.
Durante este último ano e num outro mais distante passei bastante tempo numa parte da cidade de Lisboa que simplesmente adoro: Príncipe Real. Mas desta feita, mudámos, não para muito longe, o que é bom. Estamos na rua da Madalena actualmente num atelier que em nada tem que ver com o anterior. Um não tinha luz, este simplesmente abunda; um tinha um pé direito baixo, com cerca de 2.40m este novo tem quase 4 metros; Janelas a nossa sala de desenho antiga tinha uma pequenina que mal entrava luz, este novo tem duas janelas de sacada com três metros de altura cada! O antigo era um palácio antigo, tão antigo que já tinham caído tectos e pavimentos! Este novo, apesar de ter um traçado antigo, com estrutura em gaiola, foi totalmente remodelado pelo atelier. Enfim, são tantas as diferenças que velhos só mesmo nós...mas nem tudo se pode deitar sempre fora...nem sempre tudo é mau! Depois destes dias de mudança, e ainda não acabou, o meu corpo está partido mas nunca, nunca derrotado. Seguramente uma nova Era terá começado...

...castelos dois

...Castelos