acabamos conversas em reticências
acabámos sem começar
recomeçamos sem pensar
eu
daqui
aceno-te
digo-te adeus com ponto final parágrafo.
sem presença
sem cenário
quarta-feira, junho 29, 2005
decisão
neste deserto de água
semimorto
absorto
olho adiante
não vejo fuga
atalho
fenda
ou ferida
que deixem as esperanças do deslumbramento
que me deixem sem par
para que deixe a tua beleza sem-par
ímpar
par
ou
ímpar
à sorte
olhos cerrados
decidi
e mergulhei.
semimorto
absorto
olho adiante
não vejo fuga
atalho
fenda
ou ferida
que deixem as esperanças do deslumbramento
que me deixem sem par
para que deixe a tua beleza sem-par
ímpar
par
ou
ímpar
à sorte
olhos cerrados
decidi
e mergulhei.
Falha
no meu espaçado espaço
que deixo de ocupar
insiro pensamento
imatérico.
tu
na tua renitência
tiras-me
Selvaticamente
zéfiro
que trago
no bolso
que entoas
não existir
em voz
volúpia zero
que deixo de ocupar
insiro pensamento
imatérico.
tu
na tua renitência
tiras-me
Selvaticamente
zéfiro
que trago
no bolso
que entoas
não existir
em voz
volúpia zero
segunda-feira, junho 27, 2005
menino
Naquele quarto,
onde o menino
partilhava a chuva
que amolecia
como papel
os sonhos
de criança,
desfazia-se a inocência
onde o menino
partilhava a chuva
que amolecia
como papel
os sonhos
de criança,
desfazia-se a inocência
falas-me em silêncio
no barulho dos teus desejos
objectivos ruidosos
falas-me
por falar
falas sem saber
sem querer
falas-me palavras sem eco
palavras que destoam
sem tom
sem ti
o que mais me dói
é que te oiço em silêncio.
objectivos ruidosos
falas-me
por falar
falas sem saber
sem querer
falas-me palavras sem eco
palavras que destoam
sem tom
sem ti
o que mais me dói
é que te oiço em silêncio.
sem título
Quebrara-se o tempo, placa fina de gelo.Os gestos aperfeiçoaram-se indolentes, o olhar mais demorado. A indiferença iniciara-se talvez há séculos:
ela ia pelo mundo, tocava-o. A realidade, um corpo, uma coisa funcional.
Numa espécie e sonolência caminhava.perdia-se.Um fio doirado encontrava-a viajante de imaginação no bolso.Límpido cristal invisível.
Isabel de sá
ela ia pelo mundo, tocava-o. A realidade, um corpo, uma coisa funcional.
Numa espécie e sonolência caminhava.perdia-se.Um fio doirado encontrava-a viajante de imaginação no bolso.Límpido cristal invisível.
Isabel de sá
quarta-feira, junho 22, 2005
repensar a diferença
Diferença da diferença.
diferença da linguagem do lugar
a tua linguagem.
linguagem=Recrutamento de ideias avulso ao longo das experiências absorvidas
boas e más experiências constróiem-te
constróiem-me
indiferença do apenas invulgar
excelência da excepção do sublime
beleza da subquestão diferença
Problemática do apenas ser mais um diferente.
problemática de ser igual.
Experimentação constrói diferença
autenticidade
torna a ideia numa entidade resistente e fléxivel capaz de admitir sucessos e recúos.
expressão.
identidade própria
saber filtrar o ouvido.
saber transmitir a informção retida
diferentes por sermos diferentes.
admitir o óbvio como parte de um processo de vida curta.
beleza do impulso gerador
do que transforma ideia em corpo
corpo q tem corpo
diferença que tem diferença
mecanismo
transformação inerente
presente
questionar
lembrar
memória
memórias que nos ajudam a reflectir, ponderar.
acessos
percursos estendidos.
recuados
finitos
tempo espaço
o físico
e o outro
dimensão sensorial
que nos resolve
como desenvolvimento primeiro, o imeditato
não se acham soluções
levantam-se problemas primeiros
o arquitecto resolve-os
é esse o seu âmbito
dá o mote para, também a sua parte, questionar afirmações tangenciais
diferença da linguagem do lugar
a tua linguagem.
linguagem=Recrutamento de ideias avulso ao longo das experiências absorvidas
boas e más experiências constróiem-te
constróiem-me
indiferença do apenas invulgar
excelência da excepção do sublime
beleza da subquestão diferença
Problemática do apenas ser mais um diferente.
problemática de ser igual.
Experimentação constrói diferença
autenticidade
torna a ideia numa entidade resistente e fléxivel capaz de admitir sucessos e recúos.
expressão.
identidade própria
saber filtrar o ouvido.
saber transmitir a informção retida
diferentes por sermos diferentes.
admitir o óbvio como parte de um processo de vida curta.
beleza do impulso gerador
do que transforma ideia em corpo
corpo q tem corpo
diferença que tem diferença
mecanismo
transformação inerente
presente
questionar
lembrar
memória
memórias que nos ajudam a reflectir, ponderar.
acessos
percursos estendidos.
recuados
finitos
tempo espaço
o físico
e o outro
dimensão sensorial
que nos resolve
como desenvolvimento primeiro, o imeditato
não se acham soluções
levantam-se problemas primeiros
o arquitecto resolve-os
é esse o seu âmbito
dá o mote para, também a sua parte, questionar afirmações tangenciais
segunda-feira, junho 20, 2005
domingo, junho 19, 2005
sábado, junho 18, 2005
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