terça-feira, outubro 10, 2006
Eram todos bons rapazes
As histórias remetem-me para uma transição abrupta do que foram aqueles anos de Guerra Colonial que mudaram expressões e sobretudo: trouxeram a morte antecipada da inocência.
Os nomes transportam pessoas. Os sítios transportam cheiros e poeiras. O batalhão com nomes e lugares transportam-nos por dentro de uma Guerra...os seus episódios e epopeias... heterogénio como descreve a singularidade de cada vida ali entregue...e então novamente o batalhão...por fim: Angola.
Raiva?
Fechei os olhos sem querer. Enervado reservei-me no direito de não prosseguir a conversa da qual por vezes não fazia parte e no entanto me destroçava: Agudamente. Que parte dos diálogos conversas ou imposições de oratória desnivelam a razão? E que certeza há que implique subjugar a outra opinião?
Quão determinantes somos que rompemos com qualquer definição de opinião noção e ideia?
Que eloquência é essa que irrompe por uma relação e a parte em dois?
Que subtileza crua é essa que não nos fala informa sem forma?
Que silêncio calado é esse que no fim diz-se eloquente?
Que sensibilidade permite parar diante da discussão para além do objecto de conversa e por nós não escolhida?
Que infíma parte resolve um confronto?
Quantos braços se torcem para manter paz?
Quantos de mim são necessários para o entendimento?
Quantas fracções resolvem um silêncio calma e determinam as pazes?
Que minimeza é essa que por vezes se acalma e por outras se exalta?
Qual a definição de razoabilidade... quem a determina e qual a lógica de não segui-la?
sábado, setembro 30, 2006
The unbearable lightness of being
Praga.
Primavera.
Vermelho.
Uma mulher.
Outra mulher.
As outras.
Fuga.
Reencontro.
Paixão.
Mulheres.
Paixão por ele.
O que é de facto mais pesado na vida de um ser?
Que fardo é esse que se aparenta tão leve?
Por quem os homens amam?
Por quem eles morrem?
quinta-feira, setembro 28, 2006
Mariana canta Marias
Ondajazz
Dia 28.
Quinta.
23H00 .
Maria Abrunheiro (voz)
Ruben Alves (piano)
"Mariana Abrunheiro sabe ir ao encontro de quem está a ouvir para lhe entregar as suas emoções .
O prazer que ela tem a cantar é o mesmo que aquele que temos em ouvi-la.
Esta troca propaga-se muito rapidamente na sala. Porque Mariana vive as suas palavras, os seus movimentos, os seus poemas, as suas canções através do vosso olhar, seguindo o fio da história das Marias de todos os países que ela tanto procurou.
Maria canta Marias.
Há em Mariana Abrunheiro aquela força de honestidade, uma voz que não nos deixa indiferentes. Uma voz que aquece, que fica ao pé de nós mesmo quando vamos embora, porque Mariana sabe fazer-nos entrar na sua história, na sua noite.
Com generosidade, força mas também um certo pudor.
Quem, melhor do que Ruben Alves, poderia responder para estar ao seu lado, responder aos seus poemas com notas essenciais, ricas, simples, quentes e tão verdadeiras. Notas que transportam rimas, voz e magia naquela viagem única.
Ruben sabe estar presente quando é preciso...
- Mariana Abrunheiro...- Ruben Alves...- Você...
Esta noite, uma história... três cumplices ."
sexta-feira, setembro 22, 2006
Volver
O filme é mais do que isto porém é mais simples.
Nos tempos que correm o comentário a fazer não vem nem em pontos nem estrelas...
mas sim...vale o roubo do bilhete!
eles só não dizem na bilheteira: mãos ao ar! isto é um assalto...porque de resto é similar...
Desgaste de um cabrão qualquer
Sabes a dificuldade que tenho em sentir, aliás, por muito pouco sei o que isso é.
Sabes como eu sou um cabrão, um manipulador.
Um filho da puta insensível e não sei remediar devaneios.
Sim, não sei remediá-los; Mentir? não consigo!
Mas chamas-lhe mentira e eu aqui, a contar...
Sim, estive com essa e a outra. Não me infernizo por isso.
Sinto que entras demais em mim;
eu demasiado nelas...
Hoje terminamos com a tua tolerância.
Acabámos de vez."
terça-feira, setembro 19, 2006
segunda-feira, setembro 18, 2006
Festival Internacional de Banda Desenhada
Irónico inconclusivo e sobretudo pobre. A cidade promove um evento que de Internacional sobressai um ou outro nome mais sonante e aligeira em demasia aquilo que devia ser um ícone. Podia ser mais afirmativo no panorama nacional e não o é. Repito-me vezes sem conta e continuo a encontrar à minha volta pouco entusiasmo na altura de ir visitar.
O arranque para os artistas está encontrado tendo como fim da entrega dos trabalhos a 25 de Setembro.
O tema é: "UM OLHAR SOBRE O RESTO DO MUNDO"
É altura de dar corda às mãozinhas e desenhar!
Até Outubro...
www.amadorabd.com
