sexta-feira, abril 20, 2007

Cinzento

Dos nervos nasceu a vontade de perseguir a minha visão. Deixaste-te ficar mais uma vez para trás mas hoje não vou seguir-te e parar. As réguas são de madeira e limitam-me como gado, apressei-me em fazer-te um pouco mais feliz, um pouco mais, ligeiramente menos do que jamais alcançarás e depois o fim. Quase acreditei que essa casa era a minha, o chão era emprestado e os meus pés surgiam lentos e agastados.
Era um chão lento e perigoso, foi nele que tropeçei mas não me deixei ficar. Foi aí que nos separámos.

Cheguei a Berlim esta manhã. Adeus.

2 comentários:

Mary Mary disse...

Uma história um pouco cinzenta...

joaopedromira disse...

É um história triste, sabes, por vezes tenho noção que chego às coisas muito tristes assim do nada, mas que nem sempre traduzem o meu estado de alma, sabes disso, por vezes acontece, e é muito natural que isso se passe pois é díficil filtrar um sentimento por mais frio que me torne. Escrevo e fica feito, sigo o impulso....desta vez foi bem tristonho sim.