Closer
princípio de qualquer coisa (música, lugar número um)
paixão exacerbada
amor provocado
como arma
egoísmo
A fragilidade das relações torna-as obcessivas
A obsessão torna-as ainda mais débeis
doentias
A realidade presente de viver com a sombra do amor e do seu significado assombra-nos
persegue-nos
confusão dos sentimentos
confudimos
confundimo-nos
profusão de pensamentos
momento de rotura
recomeço
começo do princípio ( A mesma música, lugar número dois)
Julia Roberts
Natalie Portman
Jude Law
sábado, agosto 20, 2005
quinta-feira, agosto 18, 2005
Ballet Gulbenkian
Ao longo dos tempos as boas coisas também acabam
só as boas coisas acabam
nada parece querer começar
recomeçar
tudo quer acabar
tudo é não
nada é positivo, afirmativo, sim
maldito o tempo que não passa
o tempo maldito que não dança
empenam a dança maldita do tempo
o tempo parado
recomeçado
dança de contorno obsidiante
adiante
luta pelos que cedo param
pelos que tarde vos observam
no pano caído da desgraça
só as boas coisas acabam
nada parece querer começar
recomeçar
tudo quer acabar
tudo é não
nada é positivo, afirmativo, sim
maldito o tempo que não passa
o tempo maldito que não dança
empenam a dança maldita do tempo
o tempo parado
recomeçado
dança de contorno obsidiante
adiante
luta pelos que cedo param
pelos que tarde vos observam
no pano caído da desgraça
quarta-feira, agosto 17, 2005
Viagem|Sudoeste Alentejano Costa Vicentina
Dia 1
Lisboa
Alcácer do Sal
Sines
São Torpes
Porto Côvo
Vila Nova de Mil Fontes
Cabo Sardão
Zambujeira do Mar (paragem para dormida e saída à noite)
Dia 2
Algezur
Monte Clérigo
Arrifana (pena não ter ido)
Carrapateira
Vila do Bispo
Sagres
(viagem de volta)
Vila do Bispo
Carrapateira
Algezur
Odeceixe
S.Teotónio
Odemira
Ourique
Lisboa
Torres Vedras
Lisboa
Lisboa
Alcácer do Sal
Sines
São Torpes
Porto Côvo
Vila Nova de Mil Fontes
Cabo Sardão
Zambujeira do Mar (paragem para dormida e saída à noite)
Dia 2
Algezur
Monte Clérigo
Arrifana (pena não ter ido)
Carrapateira
Vila do Bispo
Sagres
(viagem de volta)
Vila do Bispo
Carrapateira
Algezur
Odeceixe
S.Teotónio
Odemira
Ourique
Lisboa
Torres Vedras
Lisboa
segunda-feira, agosto 15, 2005
Avô Artur
Neste mundo Terra onde tudo começa
recomeços a acabar num final
Estrondoso final
na mais vil forma
um fechar de pano a sós
que atróz
remetido a um silêncio não escolhido
perduras num saudoso eco
um eco de vida
da vida
a tua
Nesta sala Galáxia
casa Universo
passeias o homem que és
deixas no degrau das nossas vidas as marcas inolvidáveis da tua força
a tua presença
que leveza
Foste força até ao fim
fizeste-nos sorrir até ao fim
o princípio de uma outra viagem
passas pelo portal que todos chegamos
por onde todos nós saímos
recomeços a acabar num final
Estrondoso final
na mais vil forma
um fechar de pano a sós
que atróz
remetido a um silêncio não escolhido
perduras num saudoso eco
um eco de vida
da vida
a tua
Nesta sala Galáxia
casa Universo
passeias o homem que és
deixas no degrau das nossas vidas as marcas inolvidáveis da tua força
a tua presença
que leveza
Foste força até ao fim
fizeste-nos sorrir até ao fim
o princípio de uma outra viagem
passas pelo portal que todos chegamos
por onde todos nós saímos
domingo, agosto 14, 2005
chamas-te férias
hoje parto à descoberta de um portugal estendido sobre o mar.
hoje descobrirei terras inventadas em canções
saberei onde parar, não saberei onde acabar.
com um livro de um autor qualquer
outro por escrever
vou em busca de um momento parado
onde ouves o som a subir em passo-lento
onde a personagem ganha vigor
a arquitectura ganha vivências próprias
onde eu posso sentir
a leveza das letras a passar
a constituirem-se palavras
sentidos
que não tenho conseguido achar
com pouca coisa na bagagem
calções para um mergulho despreocupado
e pouco mais
alguns trocos no bolso
o depósito cheio
uma garrafa de água e uma muda de roupa
adianto-me para sul
para o azul que é costa mas não é de prata
as paragens
essas
serão descritas numa outra oportunidade
Barcelona fica para a proxima semana
hoje descobrirei terras inventadas em canções
saberei onde parar, não saberei onde acabar.
com um livro de um autor qualquer
outro por escrever
vou em busca de um momento parado
onde ouves o som a subir em passo-lento
onde a personagem ganha vigor
a arquitectura ganha vivências próprias
onde eu posso sentir
a leveza das letras a passar
a constituirem-se palavras
sentidos
que não tenho conseguido achar
com pouca coisa na bagagem
calções para um mergulho despreocupado
e pouco mais
alguns trocos no bolso
o depósito cheio
uma garrafa de água e uma muda de roupa
adianto-me para sul
para o azul que é costa mas não é de prata
as paragens
essas
serão descritas numa outra oportunidade
Barcelona fica para a proxima semana
sexta-feira, agosto 12, 2005
Fim
quando voltaste, os teus e as tuas mãos eram chamas a falarem para mim.
eu estava na cama onde nasci vezes de mais
peço-te, nunca esqueças o meu olhar de quando voltaste.
era de noite. eu não esperava mais nada.
e tu voltaste. tão bonita.
és tão bonita.
és tão bonita. no mundo, deve haver um jardim tão bonito como tu.
voltaste.
eu sorri tanto. fui feliz e, nesse momento, morri.
José Luís Peixoto
eu estava na cama onde nasci vezes de mais
peço-te, nunca esqueças o meu olhar de quando voltaste.
era de noite. eu não esperava mais nada.
e tu voltaste. tão bonita.
és tão bonita.
és tão bonita. no mundo, deve haver um jardim tão bonito como tu.
voltaste.
eu sorri tanto. fui feliz e, nesse momento, morri.
José Luís Peixoto
Depois das chamas
Era um caminho por onde passávamos de mãos dadas quando éramos namorados e acrecditávamos apenas em coisas eternas. Tínhamos catorze anos. Era a minha mãe, com um chapéu redondo, todo enfiado na cabeça, e o meu irmão, com calções desbotados, a conversarem vozes serenas e a procurarem pinhas quase casualmente. Eu, atrás deles, calado, segurava uma saca com as duas mãos e aceitava as pinhas que a minha mãe e o meu irmão apanhavam, e que haveriam de acender a lareira no inverno.Tinha dez anos.Era as tardes, Maio, em que eu e o meu irmão brincávamos depois da escola e, de repente, o meu irmão ficava em silêncio, desaparecia, deixava de respirar; e eu procurava-o por trás dos pinheiros, eu dizia:"já chega, já não tem graça "; e o meu irmão aparecia apenas quando o aperto que eu tinha no coração começava a tornar-se insuportável. (...)
José Luís Peixoto
José Luís Peixoto
quinta-feira, agosto 11, 2005
Sideways
Além do vinho e da vontade de comer uvas (não fui ao vinho mas engoli umas uvas) fica a jornada de dois amigos de modos de vida antagónicos mas que são melhores amigos!as relações tangenciais de um (as do outro não tanto) dão o mote para uma viagem de auto-conhecimento com instantes divinos de sorriso incontido. Muito pelas piadas subliminares...
Nessa viagem atrai-me a subtileza captada em pessoas distintas, próximas mas com modos de vida e distancias sociais e humanas vincadas.
Quando vejo ou leio mais mundo, mais me atrai a diferença e nas circunstâncias mais humildes e escassas maiores serão essas possibilidades de serem entusiasmantes;
porque o mundo sustenta-se disso mesmo.
O filme é mais curto na razão de ser tratado na escala da relação de pessoas de uma mesma cultura; de outra dimensão de proximidade.
Curiosas as viagens assim...
Midlife Crisis?
Nessa viagem atrai-me a subtileza captada em pessoas distintas, próximas mas com modos de vida e distancias sociais e humanas vincadas.
Quando vejo ou leio mais mundo, mais me atrai a diferença e nas circunstâncias mais humildes e escassas maiores serão essas possibilidades de serem entusiasmantes;
porque o mundo sustenta-se disso mesmo.
O filme é mais curto na razão de ser tratado na escala da relação de pessoas de uma mesma cultura; de outra dimensão de proximidade.
Curiosas as viagens assim...
Midlife Crisis?
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