sábado, maio 19, 2007

quarta-feira, maio 16, 2007

Casa de Férias

As terras soltaram-se e partimos.
O carro Amarelo começava no retrovisor

Adormeci debaixo do cansaço
Despertei a rádio portátil,
sons trémulos e penetrantes,
que acordar!
Serpenteámos nacionais
mastigámos fardos de palha
benzemos ultrapassagens
denunciámos a diversão
contámos matrículas.

Era a casa de férias,
eram ventanias,
vidas por dentro das portas.
Encerrámos o vento,
fechámo-lo.
As dobradiças contavam histórias,
de valentia e insensatez
Viajámos pelas manhãs,
maquinámos incertezas,
encetámos caminhadas em cordas roídas.
Pusémos à prova a nossa destreza mental e eu apenas perdia.
Fizémo-lo anos a fio...

Fizemos meses a seis, mas...
Desde há uns anos que somos apenas três.


Foram boas viagens ao sul.

quarta-feira, maio 09, 2007

Flora? Não sei do que falas!


Pois é...a minha teimosia é mais que muita e com ela consegui descobrir no fundo do baú uma das séries de animação mais giras que passaram na TV. No meio de tantas e tantas conversas sobre os anos 80´ e a invariável temática dos divertimentos quando éramos crianças, não falar na tão querida Flora era-me impossível. De facto, facilmente se percebe que o encanto dos anos 80 está intimamente ligado aos primórdios das tecnologias de grande consumo, pois apesar de ter aparecido em 1975 um primeiro PC de carácter doméstico, o uso corrente introduz-se em 1980 com a massificação das TV´s, video gravadores ( Beta e VHS), os primeiros computadores domésticos (Shneider, IBM, Amstrad, etc...), as primeiras consolas de video jogos, escusado será dizer quais são, e portanto criou-se uma geração muito clarificada sobre os novos potenciais da tecnologia do silício e a força que ela iria promover na qualidade de vida da Humanidade.

Mas o que interessa mesmo é a "FLORA" ou diria melhor: "A Família Robinson"
Estes desenhos animados japoneses eram mesmo muito bem feitos, as histórias eram enriquecedoras e os traços sublimes. Hoje encontrei a "flora" no Youtube em formato italiano.
Agora com imagens/video e com o nome correcto quem é que se lembra?

O Sport Billy é um clássico também...

terça-feira, maio 08, 2007

sábado, abril 28, 2007

A terceira ponte

Domingo. Lisboa acordava festiva. As embarcações navegavam, Tejo acima, engalanadas, solenes.
Na nova ponte, com a Expo´98 a seus pés, ondulavam ao vento bandeiras coloridas, cabelos desgrenhados, discursos pomposos. Comia-se caviar.
Djamba, operário indiferenciado, a prazo, comia na velha barraca do Bairro 6 de Maio, moamba feita por Maria Ngola, negra meã, de ventre prenhe e de filho às costas.
De olhar na TV, percorria a ponte e recordava s pilares do seu suor, os tirantes da sua força, o alcatrão da sua cor. triste, sorria, amnhã começava nova ponte. Da incerteza. Do regresso:
Angola.

júlio mira Expo em 98 palavras, in Diário de Notícias, 1998

segunda-feira, abril 23, 2007

sms número um

Passámos ontem as Eclusas do Panamá. As comportas funcionaram na perfeição e entendo que chegaremos mais depressa que o previsto. Esta carapaça de Aço ainda consegue surpreender-me, sinto que faço sempre por melhorar,trabalhamos para isso, para quebrar horas, há quem faça apenas por chegar.
Hoje estarei aí mais cedo, combina comigo, hoje não falharei!

sexta-feira, abril 20, 2007

Cinzento

Dos nervos nasceu a vontade de perseguir a minha visão. Deixaste-te ficar mais uma vez para trás mas hoje não vou seguir-te e parar. As réguas são de madeira e limitam-me como gado, apressei-me em fazer-te um pouco mais feliz, um pouco mais, ligeiramente menos do que jamais alcançarás e depois o fim. Quase acreditei que essa casa era a minha, o chão era emprestado e os meus pés surgiam lentos e agastados.
Era um chão lento e perigoso, foi nele que tropeçei mas não me deixei ficar. Foi aí que nos separámos.

Cheguei a Berlim esta manhã. Adeus.

segunda-feira, abril 09, 2007

quinta-feira, março 29, 2007

domingo, março 25, 2007

inLand

O novo filme do David Lynch chama-se inLand e tem um trailer de fechar os olhos.
Mau? duvido...